Está à vista uma solução que coloque um ponto final no conflito entre a Câmara de Aveiro e a SIMRIA, no qual a autarquia não reconhece o contrato com a empresa por discordar das tarifas de saneamento, anunciou o Ministro do Ambiente, esta quarta-feira em Aveiro.
O Ministro Nunes Correia disse que “reuniões recentes” entre a SIMRIA, a empresa Águas de Portugal e a Câmara de Aveiro apontam para uma “solução a curto prazo”.
A Câmara nunca pagou o serviço prestado pela SIMRIA, de recolha, tratamento e despejo final dos efluentes líquidos. Se a Câmara assumisse o contrato que a empresa, de capitais maioritariamente públicos, assinou com as Câmaras, teria de liquidar uma dívida, não reconhecida pela autarquia, que atinge os 4,4 milhões de euros.
O presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, espera que seja “rapidamente resolvido o problema” admitindo que as coisas “estão bem encaminhadas” e esperando uma resolução “a contendo de todos”, não deixando de assinalar que o município de Aveiro é um “parceiro essencial da SIMRIA” uma vez que representa 50% do efluente do conjunto das autarquias associadas.
Alberto Souto disse ainda que aguarda pela “revisão de um estudo económico” que permitirá desbloquear o problema.

