A maioria PSD-CDS-PP da Assembleia Municipal de Aveiro aprovou esta segunda-feira um acordo, proposto pela Câmara, com as empresas Vitasal e a Sociedade Aveirense de Higienização de Sal que suscitou muitas dúvidas à oposição do PS, PCP e Bloco de Esquerda que votaram contra criticando o prejuízo financeiro da autarquia.
Segundo Raul Martins usou a figura de voto de vencido, da bancada socialista, ou seja, ilibando os autarcas de responsabilidade criminal
O acordo é uma forma de terminar um processo que se iniciou com uma acção instaurada pela Vitasal contra a Câmara em 1998, na sequência de dois contratos promessa de compra e venda outorgados em 1991 e 1993 de três lotes de terreno cuja escritura nunca se realizou.
Os socialistas criticam o acordo, um pagamento em espécie, através da atribuição de direitos de área bruta de construção de 2.062,34 metros quadrados e o facto da Vitsal conseguir «em pouco mais de 7 anos, transformar o seu investimento de cerca de 260 mil euros em cerca de 845 mil euros», disse o socialista Raul Martins.
Segundo o acordo entre a Vitasal, a Sociedade Aveirense de Higienização de Sal e a Câmara, a autarquia atribuirá uma área de construção de 21.486,76 metros quadrados correspondente a 8.809.572,4 euros.
Para a Câmara, segundo o presidente Élio Maia, é um «excelente negócio». Na explicação do acordo, foi ainda dito que através dom loteamento da zona a Câmara poderá conseguir cerca de 400 mil euros na cobrança de taxas.

