O 166º aniversário da criação da Escola Secundária Homem Cristo, de Aveiro, no passado domingo, foi assinalado por Alberto Souto, recordando o plano da Câmara Municipal de mudança daquele estabelecimento para as imediações da escola João Afonso, o que o socialista contesta. Alberto Souto suspendeu o mandato de vereador na Câmara e tem mantido uma posição contra o encerramento da escola.
A decisão do encerramento é do anterior presidente de Câmara, Ribau Esteves, «num processo revestido de lamentável secretismo» e o actual presidente, Luís Souto Miranda (PSD) «decide dar continuidade» o que considera «um atentado à nossa identidade cultural», escreve no Facebook.
Alega a inexistência de um «relatório técnico que evidencie as lacunas e insuficiências ou debilidades estruturais do edifício» e diz que «tudo foi decidido à sorrelfa, em grande secretismo até à abertura do concurso (em vésperas de eleições) entre o Sr. Presidente da Câmara e o Sr. Director da Escola».
Quanto à construção de uma nova escola, o terreno disponível «é exíguo e obrigou o projectista a desenhar um comboio paralelo à estrada», «também sem discussão publica, nem estudos, nem visão estratégica».
Se houver um relatório que evidencie «a necessidade imperiosa de abandonar o centenário edifício e de construir um novo, o destino a dar ao actual deverá, então, ser criteriosamente ponderado: manter a sua função original de escola, eventualmente associada às artes e ao conservatório? etc.».

