InícioAveiroSimulacro leva 19 crianças ao hospital

Simulacro leva 19 crianças ao hospital

Pouco depois do meio-dia, sem que ninguém esperasse, «rebentava» uma «bomba» no laboratório de físico-química da Escola EB 2/3 de Lourosa, ao mesmo tempo que era accionada a máquina de fumos, noticia o Diário de Aveiro.

«Na sala estavam quatro alunos a quem cabia desempenhar o papel de vítimas. Nas salas ao lado foi o pânico quase total, com alguns professores a abandonarem a sala e os alunos pondo-se em fuga, tendo um deles chegado mesmo a deixar os sapatos dentro da sala. Os extintores não funcionaram, as mangueiras de emergência estavam rotas.

Os bombeiros garantem que tinham desmarcado o simulacro por terem parte da frota automóvel destacada em vários incêndios na região. O comandante dos Bombeiros de Lourosa não presta declarações à imprensa por causa de um outro processo, mas uma outra fonte afirmou que «a escola foi avisada que hoje (ontem) não tínhamos condições para fazer este simulacro, porque tínhamos viaturas em Águeda e em dois outros incêndios no concelho da Feira».

António Cardoso, presidente do Conselho Executivo da escola, ligou para os bombeiros que, segundo ele, demoraram mais de 15 minutos a chegar, o que classifica de «inadmissível», reafirmando que o exercício estava combinado. «Mas, mesmo assim, se fosse a sério, eles tinham que estar preparados», acrescenta. Afirma também que o pânico e «histeria» só se verificou na parte final quando «cerca de trinta alunas, todas raparigas» começaram a ver as supostas vítimas a entrar para as ambulâncias.

O responsável pela escola admite que houve falhas no cumprimento do plano de emergência, mas, ressalva, «se toda a gente soubesse, tudo corria bem e no final todos batiam palmas».

«É em condições muito próximas do real que se avaliam os planos de emergência e se tiram conclusões e lições para o futuro», reforçou António Cardoso. O docente não aceita também as críticas de alguns pais, que queriam ser avisados que as suas filhas estavam a ser levadas para o hospital. «Isso não era curial, porque não era nada de grave», concluiu.» (Diário de Aveiro)

Notícias recentes