Dezenas de milhares de euros terão sido transferidos da Câmara de Águeda para a Unicola, de António Silva, sem contabilizar na empresa aqueles serviços não prestados, noticia o Público dias depois do Ministério Púlico acusar o social-democrata de Aveiro de peculato e de falsificação de documentos.
A acusação é ainda imputada ao ex-presidente da Câmara, Castro Azevedo e ao empresário e ex-presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira, Joaquim Mateus.
Em 1998 e 1999, o empresário António Silva apresentou facturas do fornecimento de colas, tintas sem que o serviço tenha sido prestado. Estas facturas levantaram suspeitas pelo elevado volume de materiais e pela emissão de facturas o fim de semana.
Entretanto, segundo o Diário de Aveiro, o CDS/PP defende que a Câmara se constitua como assistente no processo para que “possa deduzir pedido de indemnização civil, dedução de acusação particular, poder consultar o processo, requerer ou apresentar meios de prova ou o que, a devido tempo, seja entendido como oportuno, afim de ajudar à descoberta da verdade dos factos”.
Cruz Silva encontra-se sujeito ao termo de identidade e residência, Castro Azevedo foi suspenso das funções e Joaquim Mateus pagou uma caução de 150 mil euros.

