Investigadores das universidadeS de Aveiro (UA), Glasgow e Leipzig criaram um sensor que deteta a presença de pesticidas em concentrações reduzidas em amostras de águas, o que é de «extrema importância para manter os ecossistemas, salvaguardar a saúde humana e garantir o uso sustentável dos recursos hídricos».
«São necessárias tecnologias avançadas de sensores portáteis capazes de detetar até mesmo os menores vestígios de contaminantes», explica a investigadora Sara Fateixa, do Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), do Departamento de Química e a responsável por este projeto na UA.
O sensor foi impresso em 3D «por isso, bastante mais económico que outros existentes no mercado, apresenta uma alta sensibilidade e eficácia devido ao seu revestimento com nanopartículas metálicas: os testes efetuados pela equipa de investigadores mostraram que, mesmo com concentrações muito baixas de poluentes, este sensor em específico consegue dar resultados fiáveis, o que não acontece com sensores revestidos com outros nanomateriais». É revestido com nanopartículas metálicas de ouro e prata que permitem «detetar a presença de pesticidas em concentrações reduzidas em amostras de águas».
O sensor «pode vir a ter impacto no mundo da monitorização ambiental, na medida em que estes sensores óticos podem tornar a monitorização da qualidade da água mais rápida, fácil e acessível», acrescenta.
A investigação tem o apoio da European Cooperation in Science and Technology (COST), uma organização da União Europeia que financia a criação de redes de investigação interuniversitárias.

