O presidente da Região de Turismo da Rota da Luz, Pedro Silva, sugere a criação de uma lei de bases para o sector para «fazer a arquitectura do sector, saber o que fazer para haver uma clarificação», disse ao Diário de Aveiro.
«Enquanto se discute a organização do turismo em novas regiões, sob o argumento segundo o qual não se justificam tantas, e se discute o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), o líder da Rota da Luz diz que a vantagem de uma lei de bases permite definir os «grandes objectivos de turismo, as acções dominantes as entidades a envolver, as acções, os produtos e os destinos a promover e a partir daí definir as novas áreas territoriais». Pedro Silva propõe a formação de um grupo de trabalho «para se pensar de raiz».
Se não for assim, será «pensar desarticulado», segundo Pedro Silva que ainda não avança com uma proposta relativamente à região a que Aveiro deve participar. O assunto será discutido em próxima reunião da Comissão Regional da Rota da Luz que o presidente irá convocar, da qual sairá uma «proposta da área preferencial».
As regiões de turismo vão mudar e a proposta da Secretaria de Estado do Turismo mereceu o desacordo na reunião da Associação Nacional de Regiões de Turismo (ANRET) deste fim-de-semana. «Há uma discordância relevante relativamente à lei», segundo Pedro Silva. A associação considera que as novas regiões devem ser definidas em função dos «produtos e destinos e não das NUT», uma figura vocacionada para o tratamento de estatística e ordenamento do território. Por isso diz que a proposta legislativa da Lei Orgânica do Turismo de Portugal «carece de estudo aprofundado».
No que respeita a Aveiro, a proposta das novas regiões da secretaria de Estado «não serve à Rota da Luz o que «foi bem entendido pela ANRET», na reunião deste fim-de-semana, afirma Pedro Silva. A proposta que junta Aveiro a Coimbra «é demasiado lata, abrangente com uma diversidade grande de produtos, não trazendo especificidade de produtos e conduzindo a campanhas muito diversificadas e desagregada», conclui o presidente da Rota da Luz. Por outro lado, é possível apresentar «produtos turísticos extraordinários» como a ria e Aveiro como a cidade de água». Ontem, reuniu a direcção da ANRET e a secretaria de Estado do Turismo e Pedro Silva contava que a associação, «que entendeu bem isto» levasse o assunto àquele encontro.
Abertura para Aveiro subir nas prioridades Numa outra reunião, na passada quinta-feira, entre o presidente do Instituto de Turismo de Portugal, Luís Patrão, e o presidente da Rota da Luz, Pedro Silva notou abertura para abordar com «maior profundidade a especificidade da Ria» no âmbito do PENT, no qual o turismo náutica surge como terceira prioridade no aspecto promocional dos produtos e destinos turísticos do Centro.
Segundo Pedro Silva, o presidente do ITP «desconhecia a realidade e ficou surpreendido», concretamente na recepção de navios de cruzeiros turísticos, iniciada este ano no porto de Aveiro ou o facto de Ílhavo se encontrar na rota da regata da Sail Training International do próximo ano, comemorativa dos 500 anos da cidade do Funchal. No encontro com Luís Patrão, Pedro Silva transmitiu ainda informações relativas ao projecto da Marina da Barra que não era do seu «cabal conhecimento» e da participação de Aveiro numa associação internacional de cidades de água, como Aveiro, Veneza e Amsterdão, que dá um «potencial internacional muito forte à região.
Do encontro notou que haverá «maior disponibilidade» para valorização da ideia de «Aveiro cidade da água e da «especificidade da Ria». O presidente da Rota da Luz diz que Luís Patrão se encontra «em face de novos dados» por isso conta que o PENT será «requacionado» esperando que seja atribuído à Ria e ao turismo náutico uma prioridade maior do que a terceira em que se encontra.» (Diário de Aveiro)

