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– Ribau prescinde do Ministério

O presidente da Associação de Municípios da Ria (AMRia), Ribau Esteves
disse este sábado em Aveiro que não é o Ministério do
Ambiente que a Ria precisa, uma vez que tem demonstrado que não tem dinheiro para gerir a laguna.

«Não queremos uma Ria gerida por quem não tiver dinheiro»,
disse, na abertura das Jornadas da Ria, embora na intervenção que antecedeu Ribau Esteves, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro tenha afirmado que os próximos fundos estruturais podem ser captados para investimentos na Ria

Mas Ribau Esteves prefere uma entidade gestora sob orientação local. «A Ria será bem gerida quando for gerida pelos agentes locais, com investimentos públicos e privados», disse o presidente da AMRia.

A Ria encontra-se sem uma entidade gestora desde 2002, desde que foi entregue ao Ministério do Ambiente e descreveu os últimos quatro anos como dos piores no que respeita à conservação da Ria.

Lembrou que até 2002, a Ria esteve sob a gestão da extinta Junta
Autónoma do Porto de Aveiro que garantia uma intervenção de conservação. Agora, está «em crise e abandonada, numa inexistência completa de uma entidade de gestão»

Quanto às tentativas de criação de uma entidade gestão, o «Gabinete» aprovado em Conselho de Ministro durante a governação social-democrata de Durão Barroso, foi de uma «inconsequência total», disse, que de facto, não passou do papel.

Quanto a investimentos turísticos, o número de empreendimentos «é inacreditavelmente zero», lamentou, lembrando que noutros pontos do país não é assim, exemplificando com o Douro e porto, Alentejo, Algarve, Serra da Estrela e o eixo Coimbra-Figueira da Foz.

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