O PSD de Aveiro, que integra com o CDS e PPM a coligação da maioria que governa a Câmara, difundiu um comunicado esta quarta-feira no qual refere que o livro de Alberto Souto, o socialista que presidiu à autarquia, “Um futuro para Aveiro – 101 propostas” «é um regresso ao mau passado de Aveiro: megalomania, falta de compromisso com entidades financiadores nacionais e europeias, irrealismo e bancarrota»
Se o PSD «reafirma o seu compromisso com a boa gestão da Câmara» com «credibilidade institucional, financeira e política», Alberto Souto protagoniza uma «ação irresponsável, megalómana e inconsequente», que acrescentam «prejudicaram gravemente o município, as empresas, as instituições e sobretudo os aveirenses».
Alberto Souto é, segundo o PSD, «responsável pela falência a que votou a Câmara de Aveiro durante os seus mandatos (1998 – 2005), é um trágico regresso ao passado, que Aveiro e os aveirenses não podem aceitar». O social-democratas criticam ainda o socialista por assinar um vro caracterizado por «imitação».
Sobre as “Propostas”, «algumas com mais de 20 anos, recauchutadas e sem o mínimo de apego à realidade, outras que prometem colocar em causa os compromissos e financiamentos europeus que a Câmara acabou de formalizar», Mas é «coerente com a sua governação e do PS» da Câmara uma vez que «se algum dia o PS e Alberto Souto voltassem a gerir os destinos do município, então Aveiro estaria a poucos anos de uma nova situação de falência institucional e financeira», escreve o PSD.
Acusa ainda Alberto Souto de usar a associação SEDES para «promover a sua reabilitação política de forma encapotada». Por isso pergunta: «Alberto Souto vai continuar a presidir à SEDES Distrital de Aveiro», sugerindo que abandone o cargo. Quanto ao presidente da SEDES Nacional, Álvaro Beleza, questiona se vai «continuar a utilizar a sua condição de militante do PS para promover os seus companheiros de partido em lutas políticas futuras, utilizando para isso a capa da SEDES ou vai demitir-se dessa função e assumir as suas opções políticas como militante socialista?».

