Castelo de Paiva volta ao centro das atenções do noticiário pelas piores razões, com uma crise social criada pelo despedimento de 588 trabalhadores da Clark, cujas consequências o presidente da Câmara já comparou ao encerramento das minas de carvão do Couto Mineiro do Pejão.
Nesta segunda-feira de protesto de trabalhadores, autarquia e sindicatos, as críticas subiram de tom, realizou-se um plenário com a participação de deputados do PSD, PCP e PS, marcou-se uma manifestação para esta terça-feira às 12:00h e foram lançadas algumas esperanças para os trabalhadores despedidos.
Contudo, a administração da multinacional de calçado britânica não cedeu um milímetro e apenas confirmou o encerramento da fábrica além das negociações de rescisão já terem começado.
Foram lançadas promessas de empenho da delegação do Porto do Instituto de Emprego no sentido de tentar encontrar soluções, através de empregos noutras empresas ou da criação do próprio emprego.
Da parte da autarquia, a solução pode estar na instalação de novas empresas no concelho enquanto que o Sindicato dos Trabalhadores pretende a intervenção da União Europeia num processo que apontam como típico de empresas que se instalam à custa da concessão de fundos comunitários de apoio.
A Câmara paivense diz ter na sua posse documentos nos quais a empresa se compromete a garantir emprego até 2007.
Esta atitude da Clark não é nova em Aveiro uma vez que em 2001 encerrou uma outra fábrica em Arouca, despedindo 400 trabalhadores.

