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Presidente não se proecupa com habitação social-PS

O PS de Estarreja considera que o presidente da Câmara, da coligação PSD/CDS-PP, José Eduardo Matos usou uma forma “menos séria e cínica como diz que nada foi feito durante vinte anos, ao nível da habitação social em Estarreja”.

Os socialistas baseiam-se num artigo do Público deste segunda-feira sob o título – Estarreja investe na habitação social e recupera casas degradadas.

Segundo o PS, “os terrenos onde o Dr. José Eduardo Matos diz que vai agora construir habitação social, foram adquiridos nos mandatos do PS” e justifica a falta de construção: “antes, era necessário rever-se o Plano Director Municipal”.

Beneficiando do Programa Inovar Estarreja, o governo socialista na Câmara “recuperou 136 casas, com 50 mil contos (250 mil euros), aproveitando a mão de obra que era fornecida pelas famílias beneficiadas”.

O programa foi um “sucesso” e, por isso, o Governo socialista da altura, liderado por António Guterres, “resolveu aumentar a participação do Estado para o dobro, ficando então disponíveis 100 mil contos (500 mil euros)”.

Entretanto, o PS em Estarreja perdeu a Câmara, nas eleições de 2001, “pelo que o Dr. José Eduardo Matos herdou os 100 mil contos”, conclui o PS, que acrescenta: “O que fez com eles?”, dando a resposta a seguir: “Mudou o nome do projecto para Família; recuperou duas ou três casas; adquiriu um autocarro por 18 mil contos para as crianças brincarem, que desapareceu de circulação entretanto; empregou um conjunto de amigos para entreter as crianças do autocarro e de um clube, designado por Big Clube de que ninguém conhece resultados. Os 500 mil euros esgotaram-se desta forma”.

O PS diz que José Eduardo de Matos não se preocupa com a habitação social. “Ainda em meados de 2004, não aceitou 96 apartamentos destinados à habitação social do Bairro da Teixugueira, que o Estado, através do IGAPHE, lhe quis dar de borla”.

O PS não aceita o argumento de “ser preciso fazer muitas obras nos edifícios, não se importando com as condições em que vivem, pelo menos, 96 famílias que lá residem. Entre fazer obras e deixar 96 famílias à sua sorte, optou por lhes demonstrar o seu profundo desprezo”.

Segundo os oocialistas, a Câmara “não aceitou o Bairro, o mesmo foi entregue à ASE-Associação de Solidariedade Estarrejense, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, que está à frente dos seus destinos desde 1 de Março último”.

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