Sexta-feira, 16 Janeiro 2026
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Presidente da associação académica recusa alojamento de estudantes na Pousada da Juventude

O presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro, Wilson Carmo, diz que os quartos da Pousada da Juventude de Aveiro não reúnem «as condições mínimas» para alojar estudantes, «mesmo em última instância», afirmou na cerimónia de abertura do ano letivo, contrariando o plano do Governo que aponta aquela estrutura para resolver parte do problema da falta de camas para alunos deslocados. Se o Governo e a Universidade de Aveiro defendem essa opção, Wilson Carmo responde: «Não quero acreditar». Mas a Ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, insistiu e disse que o plano do Governo passa pela utilização dos quartos da rede de pousadas e do INATEL pelos estudantes. Segundo o modelo, o Governo paga o alojamento e as universidades ficam responsáveis pela gestão.

O problema do alojamento tem muito a ver com a falta de quartos a preços acessíveis. «Nos últimos 5, 6 anos», o preço «mais que duplicou», segundo Wilson Carmo.

A Ministra admitiu que o Governo não consegue resolver o problema em «poucos meses», mas diz haver um «empenho diário para criar soluções» e prometeu que em 2026 «vamos ter mais camas». Entretanto, diz que será feito «tudo o que estiver ao alcance para dar respostas imediatas». Apontou para uma linha financiamento de 5,5 milhões para contratar camas, havendo já 500 contratadas e outras 300 em vias disso. O Reitor Paulo Jorge Ferreira disse que a redução do número de matrículas «pode resultar nas dificuldades em encontrar alojamento» e como é crescente o número de deslocados «atacar problema é uma prioridade». Também se referiu a cinco novos blocos de residências em concurso assim como ao plano de reabilitação de um edifício junto à estação ferroviária, aumentando a oferta de camas em 41 por cento.

Resumindo, o líder académico diz que os estudantes «ainda não são uma prioridade», estão ao «abandono», disse. Mas a Ministra disse que «nunca houve tanto investimento na juventude como agora», mas admite que «perdemos milhares de jovens anualmente», que optam por sair do país

Outra questão apontada por Wilson Carmo prende-se com a saúde mental dos estudantes, referindo que no ensino superior registam-se «vários casos graves». Neste sector defendeu ainda a integração das instituições de ensino superior (IES) no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Como vantagens apontou para o «aumento da autonomia das IES» e da «capacidade de resposta urgente que as Unidades Locais de Saúde não consegue». Margarida Balseiro Lopes, recusou a ideia desta integração, apontando para a disponibilização de consultas aos estudantes pelo SNS.
No capítulo da saúde mental, a Ministra disse que «não há respostas na medida das necessidades», mas há um programa 12 milhões de euros e prometeu a apresentação de mais medidas.

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