Plano financeiro suspenso até sexta-feira
Os vereadores da oposição socialista na Câmara de Aveiro recusaram esta segunda-feira votar o plano de saneamento financeiro, que envolve um empréstimo à banca de 58 milhões de euros para pagar dívidas de curto prazo, a fornecedores, associações e juntas de freguesia assim como outras propostas como o plano de privatização da PDA e a parceria público-privada para a construção de escolas, também mereceram um adiamento da posição a assumir pelo PS
Os socialistas alegam que os documentos foram entregues com pouco tempo de antecedência. Deveriam ser entregues dois dias úteis antes da reunião mas os vereadores do PS tiveram acesso às propostas na passada sexta-feira, disse ao OLN o número um do PS na Câmara, Nuno Marques Pereira.
O plano financeiro será um assunto a tratar em reunião de Câmara extraordinária, a realizar na segunda-feira, 29 de Outubro. A maioria não forçou a votação e aceitou a adiar a votação. O presidente da Câmara, Élio Maia, falou a da necessidade de obter «o máximo de consenso».
As «ideias têm de ser amadurecidas», segundo o vereador que quer analisar o documentos «com calma». Votar como a maioria desejava, a oposição «não pode permitir», segundo o vereador.
As propostas da Câmara dizem respeito a um empréstimo de 58 milhões de euros para pagar a dívida de curto prazo. Segundo a operação financeira delineada, ao abrigo da Lai das Finanças Locais, a autarquia transfere a dívida de curto prazo para um novo contrato, de médio longo prazo.
A alienação de capital da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro, na qual a Câmara detém 51 por cento, foi outra das propostas que a maioria apresentou mas que a oposição não pretende tomar posição final sobre o assunto.
Segundo a proposta, depois do aumento de capital, a autarquia pretende vender a maior parte da sua participação, de uma forma faseada até aos 5 por cento.
O grupo Visabeira, com uma participação actual na empresa de 49 por cento, e a Câmara assumirão o aumento de capital da empresa. O parceiro, com capital e a autarquia com terrenos. Depois, a PDA será alienada de forma a permitir o investimento, a assumir por privados, quando a Câmara não tem capacidade para o fazer.
Neste ponto, os socialistas também alegaram, que não estão preparados para se pronunciarem sobre esta questão.
Também a construção e exploração de parques de estacionamento no âmbito de uma acordo com privados para a construção de 13 escolas levanta «imensas dúvidas» à oposição, segundo Nuno Marques Pereira.
São quatro os parques a construir – Av. Lourenço Peixinho, Rossio, Hospital e Centro Cultural e de Congressos.
Os privados investem 15 milhões na construção e requalificação de escolas do parque escolar do município e a autarquia suportará o pagamento de uma renda.

