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Petição contra direcção de Economia para Aveiro

A petição contra a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-CENTRO) de Coimbra para Aveiro obteve 3179 subscrições até ao princípio da noite deste sábado.

Dirigida ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, ministros das Finanças e da Administração Pública, da Economia e da Inovação, do Trabalho e da Solidariedade Social e Presidente da Câmara de Coimbra, os subscritores «manifestam a sua total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-CENTRO) para Aveiro», lê-se no texto da petição que se encontra online aqui.

O texto diz que «não há objectividade e lógica funcional na descentralização». Um argumento é o facto de «nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Mais acresce que, os concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos desse distrito, como sejam, Espinho, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vila da Feira, não pertencem à área de actuação da Direcção Regional da Economia do Centro, mas sim à área da Direcção Regional da Economia do Norte, cuja sede dista cerca de 60 Km de Aveiro».

Para a grande maioria dos utentes da DRE-CENTRO, cerca de 80%, segundo a petição, «a transferência da sede para Aveiro irá em muitos processos obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra e a Aveiro, afim de obterem os licenciamentos de um mesmo estabelecimento: Aveiro-DRE; Coimbra-CCDRC, Coimbra-Ambiente e Coimbra-Direcção de Serviços de Qualidade (que, segundo consta, por manifesta incapacidade prática de serem transferidos os Laboratórios, permanecerá em Coimbra nas actuais instalações) com todo o prejuízo que daí advém (mais tempo dispendido e maior despesa)».

A petição diz ainda que será reduzido o salário a setenta trabalhadores verem e terão «um muito maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar».

A petição alega também que a DRE-CENTRO dispõe de «instalações próprias a “custo zero”, o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva, ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15.000 euros/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.000 euros».

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