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Pesca ameaça golfinhos – investigação a UA

Investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) alertam que «a estabilidade a longo prazo da população de golfinho-comum em Portugal poderá estar comprometida, sobretudo devido à mortalidade associada à atividade humana, em particular à pesca». Em Portugal, a espécie encontra-se classificada como “quase ameaçada” no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal.

Segundo a investigação, «a captura acidental em artes de pesca foi identificada como a
principal causa de morte na área em estudo (…) a morte de um número elevado de golfinhos jovens, que ainda não se reproduziram, bem como de fêmeas adultas, pode comprometer seriamente a estabilidade da população a longo prazo».

Os golfinhos analisados tinham idades compreendidas entre menos de um ano e 23 anos, sendo os indivíduos jovens e as fêmeas adultas os grupos mais frequentemente encontrados — e também os mais vulneráveis.

Se em média, os golfinhos-comuns atingem a maturidade sexual por volta dos nove anos de idade, «a maioria dos indivíduos analisados era jovem e morreu antes de alcançar a
idade reprodutiva, o que poderá ter impactos significativos na renovação da população».

O alerta resulta de um estudo desenvolvido por Alexandra André, no âmbito da sua tese de mestrado no Departamento de Biologia e no ECOMARE da UA, em colaboração com as
investigadoras Sofia Tavares, Andreia Torres Pereira, Silvia Monteiro e Catarina Eira. Ao longo de dois anos, a equipa analisou 240 golfinhos-comuns arrojados mortos entre
Caminha e Peniche.

Os resultados «reforçam a urgência de continuar a monitorizar a população, bem como de implementar medidas de conservação mais eficazes, capazes de reduzir a mortalidade e
assegurar a proteção futura da espécie».

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