O PCP de Aveiro concluiu que «no município de Aveiro não se sabe quem manda, ou aliás não se sabe se alguém manda alguma coisa», na sequência da declaração do presidente da comissão Políitica Concelhia de Aveiro do PCP, Rocha de Almeida, sobre a venda a privados de 60 por cento da empresa municipal Moveaveiro.
Em comunicado difundido esta quinta-feira, o Executivo da Direcção da Organização Regional do PCP considera estranho o facto de ser o Presidente da Concelhia do PSD, «um dos Partidos da Coligação a fazer tal anúncio» e desafia o presidente da Câmara, Élio Maia a «esclarecer cabalmente todo este processo».
Os comunistas dizem que «parece haver uma estranha confusão entre os aparelhos partidários e o município» e acrescenta que «significa um inaceitável desrespeito pela Assembleia Municipal e quaisquer negociações que, a este propósito, estejam a ser realizadas são de todo abusivas, pois a Câmara não levou à Assembleia qualquer proposta nesse sentido».
Privatizar a Moveaveiro «contribui para deteriorar o serviço prestado», segundo o PCP e lembra que «quando a Câmara de maioria PS insistiu na criação da empresa municipal com o voto contra do PSD e a abstenção do CDS/PP, o PCP denunciou que essa decisão mais tarde ou mais cedo haveria de levar à tentação da privatização do serviço público de transportes».

