Os deputados do PSD, do PP e do PS eleitos pelo círculo de Aveiro são criticados pela distrital do PCP de votarem contra ou na abstenção em propostas de obras para Aveiro apresentadas pelos comunistas no âmbito da discussão do Orçamento de Estado de 2004.
Os deputados de Aveiro são acusados de “esqueceram os interesses do distrito” e de terem “sobreposto aos interesses das populações a disciplina de voto partidária, funcionando como meninos de coro obedientes às ordens do maestro” e os comunistas “desafiam os diversos partidos a anunciarem as posições sobre as propostas em concreto que o PCP apresentou para que os cidadãos do distrito percebam as razões que estão por detrás destas posições”.
O PCP não aceita que o défice sirva de argumento “uma vez que todas as propostas do PCP são apresentadas com contrapartidas em diminuição das despesas em outras rubricas”.
Apresenta uma série de projectos, nomeadamente, a declaração da Barrinha de Esmoriz como Área Crítica de Intervenção Ambiental e neste caso, mesmo perante propostas que vão de encontro a recentes decisões do Governo, “a direita parlamentar não hesitou em impedir que o OE incluísse uma verba para dar cumprimento à acção governativa nessa área”.
O caso dos deputados do PS merece atenção particular do PCP por votarem na abstenção “em vários casos em que os municípios são de maioria PS”, exemplificando na recuperação da Casa Major Pessoa em Aveiro ou no projecto de construção do Quartel da GNR em Arouca”.
Os comunistas realçam ainda a abstenção dos socialistas na construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha quando “ainda há poucos dias, depois daquela posição do Grupo Parlamentar, a estrutura local daquele partido reclamava aquela obra”.

