A procura interna da Região Centro manteve a tendência de retrocesso e o Indicador de Confiança dos consumidores voltou a atingir, no trimestre terminado em Agosto, novo mínimo da série apresentada, “o que mais uma vez revela o pessimismo que se apoderou da generalidade dos consumidores da região”, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Os preços aumentaram cifrando-se a taxa de inflação homóloga da Região Centro, em Setembro, nos 3,7%. A taxa calculada para o trimestre em análise aumentou para os 3,6% (igualando a de Portugal) e, colocou-se uma décima de ponto percentual acima do valor registado no trimestre anterior.
Para aquele aumento da taxa de inflação homóloga entre o segundo e terceiro trimestres contribuíram principalmente as classes de produtos transportes, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e hotéis, cafés e restaurantes.
A inflação média (dos últimos 12 meses) abrandou em Setembro, quedando-se pelos 3,6% e igualando, também ela, a de Portugal.
Quanto ao investimento, uma nova quebra, principalmente na construção, constituição de sociedades e e importação de bens de equipamento.
Mas há algumas boas notícias. Grande dinamismo verifica-se na procura externa de produtos da região Centro tal como tinha acontecido no trimestre anterior, registando-se um crescimento homólogo nominal de 10,3%.
A actividade turística recuperou e apresentou “boas indicações para o final do terceiro trimestre”.
O desemprego desceu o crescimento dos preços acelerou, o consumo privado e o investimento conheceram uma retracção na região Centro o país, durante o terceiro trimestre de 2002.
A taxa de desemprego apresenta um valor 2,5%, menos três décimas que no trimestre anterior e acima do valor registado em igual período do ano anterior (2,2%). No país, o desemprego voltou a crescer atingindo os 5,1%.
Enquanto isso, cresceram a população activa, a taxa de actividade e a população empregada.

