Foi publicado esta quarta-feira no Diário da República, o despacho que, sob proposta da Universidade de Aveiro, nomeia o Conselho de Curadores da Fundação Universidade de Aveiro. O Conselho é constituído Francisco Luís Murteira Nabo, Joaquim Renato Araújo, José da Silva Lopes, Maria Isabel Jonet e Ricardo Espírito Santo Salgado. Entre outras atribuições, o Conselho tem competência para «homologar algumas das deliberações do Conselho Geral e propor ou autorizar a aquisição ou alienação de património imobiliário da instituição”. Os curadores têm um mandato de cinco anos, “renovável uma única vez, não podendo ser destituídos sem motivo justificado. Na primeira composição do conselho de curadores, o mandato de dois deles, a escolher por sorteio, é de apenas três anos. Este órgão da Universidade reúne ordinariamente quatro vezes por ano, podendo reunir extraordinariamente desde que requerido por qualquer dos seus membros». Artigo 9.º do Decreto-Lei Compete ao conselho de curadores a) Eleger o seu presidente; b) Aprovar os Estatutos do estabelecimento de ensino, sob proposta de uma assembleia estatutária com a composição prevista no artigo 172.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, e sujeitá-los a homologação do ministro da tutela do ensino superior; c) Proceder à homologação das deliberações do conselho geral de designação e destituição do reitor, apenas podendo a recusa de homologação ocorrer caso se verifiquem as condições expressas no n.º 6 do artigo 86.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro; d) Propor ou autorizar, conforme disposto na lei, a aquisição ou alienação de património imobiliário da instituição, bem como as operações de crédito; e) Nomear e destituir o conselho de gestão f) Homologar as deliberações do conselho geral relativas a: i) Aprovação dos planos estratégicos de médio prazo e o plano de acção para o quadriénio do mandato do reitor; ii) Aprovação das linhas gerais de orientação da instituição no plano científico e pedagógico; iii) Aprovação das linhas gerais de orientação da instituição no plano financeiro e patrimonial; iv) Aprovação dos planos anuais de actividades e apreciação, do relatório anual das actividades da instituição; v) Aprovação da proposta de orçamento; vi) Aprovação das contas anuais consolidadas, acompanhadas do parecer do fiscal único. Francisco Luís Murteira Nabo licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, e Master em Business Administration pela AESE — Escola de Direcção de Negócios. Exerceu diversas funções no Governo de Macau, das quais se destacam as de Secretário -Adjunto para a Educação, Saúde e Assuntos Sociais, Secretário -Adjunto para os Assuntos Económicos e Encarregado do Governo do Território de Macau. Em Portugal, foi Secretário de Estado dos Transportes e Ministro do Equipamento Social, tendo sido ainda vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Na Companhia Portuguesa Rádio Marconi foi presidente do conselho de administração, tendo, antes, exercido outros cargos de alta responsabilidade na mesma Companhia. Foi presidente da comissão executiva na Portugal Telecom Internacional, SGPS, e exerceu, também as funções de presidente do conselho de administração da Portugal Telecom, SGPS. É, desde 1 de Janeiro de 2005, Bastonário da Ordem dos Economistas. Exerce o cargo de presidente do conselho de administração da Galp Energia. É membro do conselho de curadores da Fundação Oriente. Joaquim Renato Araújo Licenciado em Geologia, pela Universidade de Coimbra, doutorou -se na Universidade de Leeds, Reino Unido, em 1966. Geólogo nos Serviços de Geologia de Moçambique e chefe de repartição de Geologia, exerceu a maioria do seu percurso profissional (1974 -1994) como professor da Universidade de Aveiro, sendo provido como professor catedrático em 1980. Desempenhou funções no Grupo de Geologia do Ministério do Ultramar, no Conselho Nacional de Educação, no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, no Comité ERASMUS, no grupo de trabalho para a revisão do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo e no Conselho Nacional para a Política da Terceira Idade. Foi presidente do conselho científico da Universidade de Aveiro. Eleito como reitor desta Universidade, cumpriu dois mandatos, de 1986 a 1994. Entre 1989 e 1992 foi presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, tendo assumido posteriormente os cargos de presidente do conselho executivo e de presidente do conselho geral da Fundação das Universidades Portuguesas. Ocupa actualmente o cargo de presidente do conselho geral da Universidade de Évora. José da Silva Lopes licenciado em Finanças, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. Administrador da Caixa Geral de Depósitos e director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério das Finanças entre 1969 e 1974. Nesta última qualidade desempenhou as funções de chefe -adjunto das negociações do Acordo de Comércio Livre com a CEE de 1972. Ocupou o cargo de Ministro das Finanças entre 1974 e 1975, ano em que desempenhou ainda funções de Ministro do Comércio Externo, voltando a ocupar o cargo de Ministro das Finanças durante o ano de 1978. Entre 1975 e 1980 foi Governador do Banco de Portugal. Assumiu o cargo de presidente do conselho de administração do Montepio Geral em 2004. Docente universitário, foi distinguido com o grau de doutor honoris causa pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, em 2004, e foi agraciado, em 2003, pelo Presidente da República, com a Grã -Cruz da Ordem de Cristo. Membro do conselho de administração da EDP Renováveis. Maria Isabel Torres Baptista Parreira Jonet Licenciada em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa. Foi adjunta da Direcção Administrativo-Financeira da Sociedade Portuguesa de Seguros, entre Março de 1983 e Dezembro de 1986, e da Direcção Financeira da Assurances Général de France, em Bruxelas, em 1987. Trabalhou no Comité Económico e Social das Comunidades Europeias, em Bruxelas, entre 1987 e Julho de 1993. Trabalha em regime de voluntariado no Banco Alimentar Contra a Fome desde 1993, sendo actualmente presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome e membro do conselho de administração da Federação Europeia dos Bancos Alimentares. Nessa qualidade apoiou a criação dos 10 bancos alimentares portugueses. Fundadora e presidente da ENTRAJUDA, instituição de apoio a instituições de solidariedade social numa óptica de gestão e organização. Ricardo Espírito Santo Silva Salgado Licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa. Em 1972 ingressou no BES para dirigir o Gabinete de Estudos Económicos. Posteriormente foi membro da Direcção de Crédito, administrador da Companhia de Seguros Bonança, director superintendente e director presidente do Banco Interatlântico de Investimento, presidente do Banco Espírito Santo International, Limited, administrador da Compagnie Bancaire Espírito Santo, vice chairman do Espírito Santo Bank e administrador do Banco Boavista Interatlântico, no Brasil. Actualmente é presidente da comissão executiva e vice-presidente do conselho de administração do BES, presidente dos conselhos de administração das sociedades Partran — SGPS, S. A., ESFG e Bespar, administrador dos Bancos Boavista Interatlântico e Bradesco (Brasil) e membro do Supervisory Board da NYSE Euronext.

