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… mudar para Região Ria de Aveiro

A Região de Turismo Rota da Luz chegou a um conjunto de conclusões na sequência do I Congresso Regional de Turismo realizado nos dias 14 e 15 de Novembro entre as quais a de que «a Região da Ria de Aveiro deve ser identificada como Região de Turismo, dada a sua singularidade e carácter diferenciador».

Além da «cumplicidade criada entre a Região de Turismo Rota da Luz e os agentes regionais de turismo e a necessidade de promover novos fóruns de discussão com cariz regular», «os vários agentes e operadores intervenientes no sector turístico regional necessitam ganhar dimensão, alargar e dar visibilidade a sua acção. Neste sentido e na sequência do trabalho desenvolvido no Congresso, os agentes estão já a trabalhar em parceria projectando e potenciando as múltiplas complementaridades existentes».

Outra conclusão é a de que «a região de Aveiro não pode mais ser adiada! Deve passar das potencialidades às realidades».

A região vai constituir «grupos de trabalho específicos por tema» e considerou que .o «turismo náutico é prioritário para o desenvolvimento turístico sustentado na Região, devendo ser considerado como primeiro produto estratégico para a Região Centro no âmbito do PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo».

Conclusões por painéis

Hotelaria e Restauração: as realidades do sector
Sendo a hotelaria e restauração área de actividade fundamental para o turismo, foi evidenciado neste painel, a necessidade de coordenar a oferta, para possibilitar a sua melhor divulgação e promoção pelos operadores estimulando uma resposta positiva do público em geral. A qualificação profissional e consequente especialização do sector é primordial para motivar a procura, e promover a qualidade do destino Rota da Luz. É necessário apostar na formação profissional e dotar os profissionais de mais e melhores competências. A principal conclusão deste painel é o necessário envolvimento do sector, motivado para o desenvolvimento do turismo regional e a articulação dos vários produtos garantindo uma melhor oferta aos turistas.

Novas Tecnologias e Turismo
Neste painel foi evidenciada a importância do recurso às novas tecnologias para agilizar a comunicação entre o sector e o consumidor. A Internet tem uma escala mundial e comunica em simultâneo de forma global. A criação de plataformas on-line que possibilitem efectuar reservas, obter informações diversas – dos produtos ou destinos, o recurso ao e-marketing e demais ferramentas electrónicas são decisivas para captar mercados e gerar negócio. Os conteúdos disponíveis nas páginas web devem ser atractivos, sempre actualizados, úteis, interessantes e diferenciadores.

Operadores como Intervir Cirurgicamente no Sector
Os operadores devem intervir cirurgicamente no sector, potenciando as vantagens competitivas do destino relativamente aos destinos concorrentes. A aposta na diversidade, na criação de produtos diferenciadores com uma linguagem cognitiva e sensitiva, permite interagir mais eficazmente com o público-alvo. A promoção e comunicação dos produtos desenvolvidos, permite potenciar um destino de qualidade, capaz, eficaz, atractivo. Os operadores devem intervir procurando criar soluções que contestem os condicionalismos e impedimentos identificados, apostar nas complementaridades e sinergias.

Investimentos em Turismo
Os investimentos devem ser estratégicos e estruturantes, focados em conceitos de bem-estar e de qualidade. Os recursos endógenos dos locais devem ser potenciados e integrados na estratégia de investimento. Os projectos de investimento devem ser analisados de forma célere, e delinear níveis de desempenho objectivos. A criação de modernas infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento turístico devem enquadrar o equilíbrio ambiental, a promoção do emprego e a satisfação da população local.
A aposta no turismo náutico, na criação de infra-estruturas capazes de acolher embarcações de recreio e navios de grande porte em Aveiro, foi identificada como motor de desenvolvimento regional, integrando-se nos produtos estratégicos definidos pelo PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo).

Qualidade e Formação em Turismo
A qualidade em turismo relaciona-se com a formação em turismo. Os conceitos de qualidade e formação são uma matriz no desenvolvimento dos destinos turísticos. As necessidades de formação assim como as competências a desenvolver, devem ser identificadas, para possibilitar desenhar um quadro formativo adequado às reais necessidades do sector. Não existe qualidade em Turismo sem formação especializada nas múltiplas áreas e serviços inerentes.

Mercados e Estratégias
As políticas regionais de turismo devem acompanhar os objectivos identificados pelos gestores dos destinos turísticos e alavancar a sua estratégia de desenvolvimento. Conhecer as tendências dos mercados, possibilita criar dinâmicas de promoção orientadas para o público que importa atingir. Envolver os vários agentes do sector é fundamental para elaborar estratégias e actuar nos mercados.
O turismo interno e o turismo de negócios geram os principais fluxos turísticos regionais, sendo decisivos para o aumento da receita turística.

Territórios de Turismo: a escala adequada.
Ao procurar determinar uma escala adequada para medir os territórios do turismo foram questionados quais os reais territórios do turismo e suas fronteiras.
São fronteiras geográficas, sociais, políticas? Divisões territoriais delineadas pelos programas de apoio ao investimento? Ou uma escala nacional que procura uma estratégia de internacionalização.

As Regiões de Turismo e Agências de Promoção, para que servem?
Apesar da incerteza quanto ao modelo e dimensão, as Regiões de Turismo têm um papel fundamental no desenvolvimento turístico do país. A sua proximidade com o sector local e regional permite articular diálogos com o poder central, e agilizar a tomada de decisão.
As Agências Regionais, focalizadas na promoção externa das sub-marcas regionais, devem delinear estratégias concertadas de promoção e identificar canais de distribuição adequados.

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