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Movimento entrega protesto em Lisboa

O encerramento do SAP em Sangalhos foi a gota de água. Preocupados com as condições de prestação de cuidados de saúde no concelho, um grupo de pessoas de Anadia juntou-se num movimento de protesto contra a tão falada possibilidade de encerramento também das urgências do Hospital de Anadia, noticia o Diário de Aveiro. «E ontem rumou a Lisboa, para entregar o documento de protesto, assinado por 14 mil pessoas Receosos com o estudo que indica a eventualidade de encerramento do Serviço de Urgências no Hospital de Anadia. É desta forma que se sentiu um grupo de cidadãos do concelho. Sem alternativas não sejam reclamar alto e bom som contra esta possibilidade, a população não ficou indiferente, à espera da decisão que ninguém quer, e organizou-se num movimento cívico, que pretendeu reunir o maior número de assinaturas, para mostrar a indignação do povo. Alexandrino Amorim, Manuel Silva, Dias Coimbra, Carlos Alegre, José Pereira Vinhal, Manuel Cardoso Pereira, Luísa Pais, Carlos Matos ou Lopo de Freitas são algumas das personalidades locais que decidiram dar a cara por esta causa. Os argumentos e razões que invocam para estar contra o encerramento das urgências estão contidas num documento que circulou por todas as freguesias do concelho, nomeadamente nos estabelecimentos comerciais, empresas, organismos públicos e escolas. Documento este que pretende reunir o maior número de assinaturas, com o propósito de o fazer chegar junto do ministro da Saúde. O documento, em forma de manifesto, inclui diversos argumentos, começando desde logo por dizer que a assinatura do mesmo deve ser feita porque o encerramento das Urgências compromete a igualdades de acesso das populações aos serviços de saúde; porque a região é fortemente industrializada, cruzada por vias de comunicação, movimentadas como são os casos do IC2 e A1, caminho de ferro e EN 235; porque o encerramento dos SAP da região provocou um aumento significativo na procura das Urgências do Hospital de Anadia, porque não existem ambulâncias em número suficiente e com pessoal treinado para dar resposta às necessidades da população; porque o custo de atendimento no serviço de Urgências, de acordo com a legislação, é de 50 euros e o mesmo doente nos HUC custa ao Estado 143, 50 euros, mais 93, 50 euros por urgência ainda acrescido do custo de transporte; porque 92 por cento das situações urgentes entradas nos serviços de urgência do Hospital de Anadia são lá resolvidas, não necessitando de transferência para outra unidade hospitalar diferenciada. O documento, que acabou por reunir muito perto de 14 mil assinaturas, foi ontem entregue no Ministério da Saúde, por um grupo de pessoas que se deslocou propositadamente a Lisboa, para o entregar em mãos.» (Diário de Aveiro)

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