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Moita deverá receber um Parque Tecnológico

O presidente da Junta de Freguesia de Oliveirinha, Armando Vieira, diz em entrevista ao Diário de Aveiro, que tem previsto um conjunto de projectos de âmbito empresarial, designadamente um Parque Tecnológico, no lugar da Moita, junto ao nó de ligação à A17, bem como um parque de negócios na Costa do Valado, «já em desenvolvimento» e a instalação no Parque Industrial das Quintãs, de «uma grande unidade industrial, que vai transformar Oliveirinha num pólo económico muito importante».

(…)
Quanto ao Parque Tecnológico, o que está previsto?
Se eu – Junta de Freguesia – tivesse recursos próprios para o fazer, faria um Parque Tecnológico de grande qualidade, a exemplo do que se vê no Parque Tecnológico de Oeiras, construir-se-iam infra-estruturas com uma envolvente de grande qualidade, com muitos jardins, espaços públicos e estacionamentos; construir-se-iam edifícios modernos, adequados, confortáveis, que captassem para aqui empresas da área das novas tecnologias, da inovação. Uma vez que os terrenos não são nossos e não temos dinheiro para os adquirir, estamos à espera que alguém com capacidade financeira, algum grupo económico, possa desenvolver este projecto, do qual não tenho dúvidas de que haja um retorno assegurado.

Trata-se de um projecto para o qual lança o repto a possíveis investidores…
Exacto. É um repto que lançamos aos investidores privados e ao município para colaborar na infra-estruturação e na preparação, no licenciamento daquela zona para desenvovler e atrair até nós essas novas actividades das indústrias das novas tecnologias.

Pode considerar-se um projecto utópico?
Não é utópico. Até posso dizer que há grupos económicos que começam a pensar nisto. Não é utópico, simplesmente é preciso que alguém «pegue» neles, uma vez que as autarquias – município e freguesia – não têm recursos para desenvolver aquele projecto, mas se tivessem esses recursos, obviamente, este era um projecto para andar a ritmo acelerado e já estaria, hoje, em velocidade cruzeiro. Para além da agricultura, que continuamos a privilegiar.

(…)» (Diário de Aveiro)

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