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Microagulhas microscópicas da UA podem melhorar terapias

Uma investigação da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu microagulhas microscópicas inovadoras que podem funcionar como plataformas para o transporte e entrega de células em terapias regenerativas, abrindo novas perspetivas para sistemas injetáveis capazes de melhorar a eficácia da entrega e retenção de células em locais de lesão.

O estudo de Marta Maciel, José Silvares, Tiago Correia, Carlos Mendonça, Ana Martins, Eduardo Silva, Nuno Silva, Filipa Sousa e João Mano, investigadores do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro desenvolveram estas ferramentas para aplicações em medicina regenerativa e engenharia de tecidos, «áreas em que a entrega eficiente e direcionada de células continua a ser um dos principais desafios».

Segundo comunicado da UA, «nos sistemas de terapia celular, pequenas plataformas que transportam células — conhecidas como sistemas de entrega celulares — são fundamentais para garantir que as células chegam ao local pretendido e
permanecem aí tempo suficiente para exercer o seu efeito terapêutico», sendo que o desenho dessas plataformas é determinante: «o tamanho, a geometria e as propriedades da superfície podem influenciar diretamente funções
celulares como a adesão e a proliferação.

Neste estudo, os investigadores apresentam a síntese “bottom-up” e a formação espontânea de microagulhas feitas a partir de híbridos de polioxometalatos, sendo «estruturas microscópicas apresentam u ma geometria quase unidimensional, semelhante a pequenas agulhas, que lhes confere uma elevada relação superfície-volume — cerca de duas vezes superior à de um sistema de entrega esférico com o mesmo volume— favorecendo assim a adesão celular».
Com uma  forma alongada, estas microagulhas facilitam  a retenção das células no local onde são administradas, um fator crucial para aumentar a eficácia das terapias baseadas em células.

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