A Directora-geral do Teatro Aveirense, Maria da Luz Nolasco disse esta segunda-feira que que prefere uma «melhor programação, de formação de qualidade, de eleição» do que seguir «critérios populistas», além que a opção tomada garante o «financiamento» dedicado a esta política.
Assim «não há o problema de ter de ir a Barcelona, à Bélgica, a Lisboa ou ao Porto» para ver um espectáculo.
Contudo, as opções do Teatro são relativas uma vez que a sala debate-se com a lotação, de apenas 600 lugares, que impede de trazer determinados espectáculos.
O problema seria resolvido se a capacidade fosse o dobro. Com 600 lugares a opção será a de não trazer alguns espectáculos ou subir nos preços, dado o cachet, que se não se tratar de uma tournée, acaba por situar os preços dos bilhetes a valores «incomportáveis».
O Teatro «quer afirmar-se pela sua identidade e formação de públicos», disse Maria da Luz Nolasco.
Questionada sobre uma comparação com a programação do vizinho Cine Teatro de Estarreja, que tem levado ao palco alguns nomes sonantes da música, Maria da luz Nolasco diz que se trata de «dar espaço» àquela sala de espectáculos.
De qualquer forma, revelou que em 2008 haverá um grande nome brasileiro da música, em Maio, sem relavar o nome. De resto, haverá «um grande nome por mês nas diferentes áreas».
Questionada sobre a notada ausência de músicos de interesse geral, na programação para o próximo trimestre, ressalvou que para o próximo ano «uma das áreas favorecidas será a música. Vamos trazer grandes nomes, bandas jovens e conhecidas», disse.

