A coligação Juntos por Aveiro do PSD e do CDS-PP apresentou esta quarta-feira à noite a recandidatura de Élio Maia à presidência da Câmara de Aveiro nas eleições do próximo mês de Outubro, apresentando uma máquina de campanha já instalada, faltando ainda os restantes nomes da lista para a autarquia e o programa, a apresentar a 29 de Setembro.
Na sede da Junta de Freguesia de Santa Joana, apoiantes transportados de autocarros de freguesias mais distantes, vestidos de T-Shirts com o «É» de Élio, cachecóis e bandeiras, fizeram o ambiente de campanha.
Um grupo de bombos abriu a noite, um tema musical do candidato já começa a ser cantado, e focos de luzes iluminam Élio Maia, que surgiu no palco após um vídeo do município e entre elementos apoiantes.
A marcar a presença da direcção nacional do PSD, o vice-presidente do PSD, Aguiar Branco, pediu a eleição de «mais um vereador para fazer melhor». No final do discurso de apresentação da sua candidatura, Élio Maia disse que estar «de mãos-limpas e de consciência tranquila é que é importante, não é a propaganda». Falando sobre o futuro, diz que a autarquia liderada pela coligação só avançará com projectos «prioritários e indispensáveis».
Comparando com o Executivo anterior do socialista Alberto Souto, embora sem o citar directamente, diz ter acabado a atitude de «orgulhosamente sós» preferindo o «valiosamente juntos».
Antes tinha feito referência ao cumprimento de 90 por cento das promessas, ao dinheiro gasto só para fazer obras – «o dinheiro dos aveirenses não deve ser gasto em propaganda», disse.
O discurso de Élio Maia pode ser dividido em duas partes. Nas obras realizadas no actual mandato e na crítica à anterior gestão socialista.
Chegou ainda a uma conclusão: considerando que «as obras são de quem as paga, se isto for verdade, o Teatro Aveirense é nosso, a Capitania, o túnel da estação, o Polis, o Mercado Manuel Firmino, parte do estádio, a sede da Junta de Freguesia da Vera Cruz», referindo-se a obras lançadas e executadas pela câmara socialista.
Do mandato admite que o projecto da pista de remo de Cacia ficou aquém do prometido mas anunciou para breve um protocolo para candidatura ao financiamento da obra, além do compromisso da parceria com a Portucel e a aquisição de 50 mil metros quadrados.
Entre outros obras, referiu-se à participação no Polis XXI, TGV, espaços verdes, regresso a Aveiro do Tribunal Tributário, municipalização da 109, prédio Vidor, viaduto das Agras, alargamento da limpeza a todo o concelho, ligação ferroviária ao porto, plataforma multimodal de Cacia, viabilidade do Parque Desportivo de Aveiro, diminuição do tempo de pagamento a fornecedores, redução dos impostos e do passivo.

