O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto (PSD), voltou a defender a retirada de partidos da oposição dos executivos camarários e abrir a governação, exclusivamente, ao partido que ganhe as eleições autárquicas. Se assim fosse, atualmente, os vereadores do PS não estariam no Executivo. Cláudia Santos já referiu aos «inimigos da democracia» e a «acordos mesquinhos».
Luís Souto já o tinha dito e voltou a defender esta mudança, desta vez nas comemorações do 25 de abril deste sábado. Aliás, o seu antecessor, Ribau Esteves (PSD), também defende a governação camarária sem oposição.
No discurso na sessão da Assembleia Municipal, Luís Souto afirmou que defende «executivos coerentes em que, a exemplo do que acontece com o Governo da Nação, governe quem ganhou as eleições, com equipas da confiança do presidente para termos ganhos de eficácia na governação».
Luís Souto discursou no dia seguinte ao conhecimento público de um acordo de governação firmado com o vereador do Chega, Diogo Machado. Com o vereador Diogo Machado do seu lado, Luís Souto conseguirá ter uma maioria no Executivo da Câmara. Passará a ter cinco eleitos do seu lado – ele próprio, mais três vereadores da “Aliança com Aveiro” (PSD-CDS-PPM) e o do Chega; conseguindo assim combater a oposição dos quatro do PS.
No discurso que fez na mesma sessão do 25 de abril, Cláudia Santos, líder da bancada do PS na Assembleia Municipal, recordou Catarina Eufémia, Humberto Delgado e Salgueiro Maia: «não apoucaremos hoje as suas memórias mencionando os inimigos da democracia ou referindo acordos mesquinhos que aviltam a sua celebração. Não permitiremos que o mais belos dos dias seja desfeado por pactos como o anunciado em Aveiro com os defensores deste país, desse país onde se proibia, não hoje o dia é de festa».

