Sábado, 13 Dezembro 2025
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Luís Souto pede um «”estadinho” de graça» de um mês «para respirar»

O novo presidente da Câmara, Luís Souto (PSD-CDS-PPM, expressou algum espanto pela quantidade de assuntos que a oposição levou à primeira reunião pública do novo mandato, esta quinta-feira, já com uma agenda de trabalhos com decisões para tomar e o “período antes da ordem do dia” que o PS e Chega usaram.

Perante os assuntos criticou os dois partidos por não lhe concederem nem “um estadinho” de graça, nem uma semana». Por isso, apelou a «um mês para respirar» e à compreensão» dando «mais tempo».

Mas o PS estava apostado em travar os grandes planos que Luís Souto herdou de Ribau Esteves, como o hotel de 12 pisos no Cais do Paraíso, o pavilhão oficina e a urbanização da antiga Lota. O vereador do PS, Rui Castilho Dias, também se referiu ao plano de construção da auto-estrada entre Aveiro e Águeda que as duas câmaras querem construir com fundos do PRR. Para beneficiar destes fundos comunitários, seria preciso construi-la até agosto de 2026. «Tenho muitas dúvidas», disse. A auto-estrada poderá custar 140 milhões de euros.

Luís Souto diz que não vai «baixar a guarda» e promete uma embaixada das duas câmaras em Lisboa para garantir o financiamento da via. Quanto a obras no bairro da Beira-Mar, anunciou uma «intervenção de fundo, em breve» prevendo uma «uma fase difícil» para os moradores e empresários, da restauração e alojamentos locais.

Sobre o “pavilhão-oficina” cuja construção deveria ter começado em junho último, a que o socialista também se referiu, o atraso deve-se a uma «litigância judicial» e sugeriu a anulação do concurso para «rever o projeto». Entende que falta a «valência multidisciplinar». De resto, optaria pela construção de um multiusos.

Sobre a litigância, Luís Souto disse que «já tinha alertado» e o multiusos será «a seu tempo»

A vereadora do PS, Isabel Vila-Chã, tem «muitas dúvidas» quanto ao plano para a antiga Lota e sugere a «reversão do contrato». Foi quando Luís Santos considerou que o PS já estava «a revisitar tudo» a querer «por os contadores a zeros», «esperar mais 10 anos». Assim, disse,«teremos uma Câmara a andar a um «ritmo mais lento, porque agora é tudo decidido em grandes concelhos.».

Paula Urbano, do PS respondeu: «não se vitimize» mas o presidente da Câmara insistiu: «se se introduz um sistema tampão na governação, a consequência é o atraso» e disse que o PS quer a Câmara «em serviços mínimos».

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