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Leonor Barata é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense, José Pina de saída

A Câmara de Aveiro anuncia a nomeação de Leonor Barata, ex-vereadora da Câmara de Viseu, como nova diretora e
programadora do Teatro Aveirense e o início de um novo ciclo na política cultural em Aveiro «assente no reforço da coesão territorial e cultural e na aproximação da criação artística a todas as comunidades do concelho».

Leonor Barata substitui José Pina, que deixa de ser o programador do Teatro Aveirense.

Com esta nomeação, a Câmara anuncia uma nova etapa que «pretende consolidar o Teatro Aveirense como uma estrutura cultural que vai além das suas fronteiras físicas, afirmando-se como um agente ativo na dinamização cultural de todo o território municipal». A Câmara aponta para uma política cultural «mais próxima das comunidades, capaz de valorizar os criadores locais, promover novas linguagens artísticas e levar a cultura a todo o território do concelho, afirmando Aveiro como um espaço de criação, participação e inovação cultural».

Sobre a programação será dirigida a «diferentes públicos e contextos sociais, promovendo o acesso à cultura em todas as freguesias, reforçando o apoio aos artistas e associações locais e incentivando o empreendedorismo criativo». Segundo o plano terá «particular relevância a valorização das artes de rua e da criação artística no espaço público, com especial destaque para iniciativas como o Festival dos Canais e
o PRISMA – Art Light Tech, que continuarão a afirmar Aveiro como um território aberto à experimentação artística e à inovação cultural».

Leonor Barata faz parte do plano de «construir uma política cultural mais próxima das comunidades, capaz de valorizar os criadores locais, promover novas linguagens artísticas e levar a cultura a todo o território do
concelho, afirmando Aveiro como um espaço de criação, participação e inovação cultural».

Leonor Barata
«Nascida em 1975, é licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e
completou uma pós-graduação em Estudos Artísticos na mesma instituição. Realizou a sua formação em dança no Fórum Dança, em Lisboa, entre 1996 e 1999.
Entre 2021 e 2025 desempenhou funções como Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, onde foi responsável pela implementação de diversos programas municipais de apoio
à criação artística e pela dinamização de eventos culturais como o Dizer Poesia e o Festival Mosaico.
Antes da sua experiência na gestão pública, desenvolveu uma intensa atividade artística nas áreas da interpretação, criação e pedagogia. Enquanto intérprete participou em espetáculos como Cyrano, de Claudio Hochman (1997), Miss Liberty, de Mónica Lapa (1999), Duel, com o Tof Theatre (2000–2002), Visitas Dançadas no Museu Nacional Grão Vasco, de Aurélie Gandit
(2009–2011), e Madame – conversas privadas em espaços públicos, com António Alvarenga (2020).
A sua atividade tem igualmente forte expressão na pedagogia artística, tendo colaborado como formadora com várias instituições culturais, entre as quais o Centro Cultural de Belém, o Teatro Viriato, o Centro Cultural Vila Flor e a CENTA – Centro de Experimentação e Criação
Artística, desenvolvendo projetos que cruzam as áreas da filosofia e da dança, promovendo o pensamento crítico e o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
Enquanto coreógrafa, criou vários espetáculos dirigidos ao público jovem, entre os quais A Menina do Mar (2004), Pretas e Vermelhas Penduradas nas Orelhas (2007), Fios e Labirintos
(2010), Azul! (2012) e Ver a Odisseia para chegar a Ítaca (2016), bem como outras criações como Inquietações (2002), Projeto Poético (2010) e abril 2014 (2014).
O seu percurso inclui ainda projetos de mediação cultural e visitas performativas a
instituições culturais, como o Museu Nacional Grão Vasco, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Centro Cultural de Ílhavo e a Casa-Museu Júlio Dinis».

 

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