Em Julho de 2009, a Câmara vendeu o terreno das piscinas ao Beira-Mar por 1,2 milhões de euros, que o clube vendeu a seguir à Nivel II por 2,5 milhões.
Mas o clube não chegou a receber a totalidade do valor da venda, pagou apenas 200 mil euros à Càmara.
Entretanto, o Tribunal de Aveiro agendou para Janeiro próximo o início do julgamento que opõe a Câmara de Aveiro e o Beira-Mar. Uma acção cível em que a autarquia exige o pagamento do complexo das piscinas vendidas ao clube, entretanto alienado àquela sociedade imobiliária.
A oposição socialista à maioria PSD/CDS tem mantido a atenção sobre o assunto. Raul Martins, da bancada do PS, disse em recente reunião da Assembleia Municipal que tudo foi uma «negociata», «à sucapa» e «houve diretores (do Beira-Mar) que foram ressarcidos e outros não e foi por isso que foi feito (a escritura) de madrugada, e já havia negócio entre o Beira-Mar e a Nivel II já com o valor recebido e registo notarial do negócio». Dirigindo-se ao presidente da Câmara, Élio Maia, Raul Martins disse que o «por interesses eleitoralistas, estava mais preocupado com o alegado credor do que com o município e os munícipes». Quanto ao cheque para pagamento do terreno, disse que foi depositado depois de expirado o prazo. Élio Maia tem dito que «está tudo muito claro», ou seja, a Câmara vendeu um bem e o Beira-Mar vendeu dois, justificando assim a diferença de valores entre os 1,2 milhões e os 2,5 milhões. A Câmara vendeu o terreno e o Beira-Mar o terreno e o que tem lá dele (as piscinas)».
Quanto à entrega do cheque foi «dentro do prazo legal» e a falta de pagamento é um assunto sob investigação da Polícia Judiciária.
Tudo foi feito com «a melhor das intensões, máxima honestidade, e legalidade», concluiu.

