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Jerónimo recusa consenso para Segurança Social

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, posicionou-se esta quarta-feira à noite em Aveiro está contra o bloco central do PS e PSD e receia as consequências de um pacto dos dois partidos para Segurança Social.

Depois do pacto da Justiça, o Presidente da República, Cavaco Silva, incentivou os partidos a tomarem idêntica iniciativa para a Seguraça Social.

Quanto ao pacto da Justiça, já subscrito pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, do PS, e Marques Mendes, presidente do PSD, o secretário-geral dos comunistas aponta algumas falhas além de criticar o «situacionismo da comunicação social». Diz que se tratou de um pacto «negociado às escondidas» que faltou saber sobre questões como o «acesso à justiça», combate à corrupção e o crime económico.

Quanto à Segurança Social, Jerónimo de Sousa disse que o consenso que procuram (PS e PSD) é à volta da privatização total ou pelo menos de uma parte substancial do Sistema de segurança Social através da introdução do plafonamento ou tectos contributivos obrigatórios». Acrescentou que «o consenso que procuram (…) é a entrega das contribuições dos trabalhadores aos fundos de pensões privados (…) isentar os patrões, acima do chamado tecto contributivo, de participar nos encargos». PS e PSP desejam, segundo o secretário-geral do PCP, querem uma«redução imediata de receitas da segurança Social para colocar aos serviço do capital financeiro vultuosas receitas da segurança Social ao serviço da especulação bolsista».

Referindo-se ao Bloco de Esquerda, diz que «não lembra ao diabo» fazer um referendo às alterações da Segurança Social. Para Jerónimo, «a luta é na Assembleia da República».

Jerónimo de Sousa apresentou duas propostas para a sustentabilidade da Segurança Social. As empresas com lucros fabulosos contribuam mais para a Segurança Social e a criação de um imposto extraordinário de 0,25 sobre todas as transacções.

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