As empresas podem aproveitar a inteligência artificial e a automação sem deixar as pessoas para trás usando a tecnologia para libertar os trabalhadores de tarefas repetitivas, desenvolver novas competências e criar ambientes de trabalho mais humanos, sustentáveis e preparados para a mudança, segundo os investigadores Ana Ferreira, Teresa Silva, Henrique Fernandes, Juliana Salvadorinho e Leonor Teixeira, no âmbito do Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial no Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo e no Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática. Mas o modelo desenvolvido ainda carece de validação em contexto real. «Estudos futuros deverão avaliar, entre outros aspetos, o impacto destas ferramentas na motivação dos trabalhadores, a forma como a aprendizagem digital pode aproximar diferentes gerações e os desafios éticos associados à utilização da inteligência artificial na gestão de pessoas», segundo comunicado.
Contudo, o comunicado da UA diz que «a ideia central é simples: a tecnologia deve apoiar o trabalho das pessoas, e não simplesmente substituí-las. A inteligência artificial e a automação podem assumir tarefas rotineiras e repetitivas, permitindo que os trabalhadores dediquem mais tempo a atividades que exigem criatividade, conhecimento, capacidade de decisão e interação humana».
O modelo proposto defende ainda que «as empresas devem procurar colocar a pessoa certa na função certa, tendo em conta não apenas as
suas competências, mas também as suas motivações. Um melhor ajustamento entre trabalhadores e funções pode contribuir para aumentar
o envolvimento, a satisfação e a motivação profissional».

