Os investigadores André Perdigão, José Quevedo e Rui Aguiar, do Instituto de Telecomunicações (IT) da Universidade de Aveiro (UA) apresentam um «guia prático para empresas e engenheiros compreenderem melhor as capacidades reais das redes 5G atuais e aprenderem a tirar partido desta tecnologia para otimizar operações industriais.
O guia ensina a criar «fatias de rede verdadeiramente adaptadas aos requisitos industriais e para garantir que o 5G cumpre o seu papel como infraestrutura crítica para a indústria do futuro».
Os resultados do estudo que fizeram – os investigadores analisaram as configurações da redes 5G para «responder melhor às necessidades da indústria, aproximando as promessas teóricas desta tecnologia da sua aplicação prática no terreno» – «mostram que diferentes configurações da rede — como prioridades de tráfego, alocação de recursos e parâmetros de qualidade de serviço — influenciam significativamente o desempenho da comunicação, incluindo latência, fiabilidade e largura de banda». Os investigadores dizem que estes fatores são «determinantes para aplicações industriais, onde atrasos ou falhas de comunicação podem comprometer a segurança ou a eficiência dos processos».
Chama à atenção para a possibilidade do 5G «criar “fatias” de rede (network slicing), ou seja, segmentos virtuais da rede adaptados a diferentes tipos de aplicações — desde controlo de robôs industriais até sistemas críticos que exigem comunicações ultrarrápidas e fiáveis» e alertam que, para que estas fatias de rede funcionem efetivamente, é necessário compreender em detalhe como ajustar os parâmetros da própria rede 5G».

