António Granjeia escreve na “Mensagem de Ano Novo» do presidente do Clube dos Galitos que gostaria de uma mudança numa «premissa imprescindível: o aumento do investimento nas associações desportivas, que atualmente representa menos de 1% do orçamento global da autarquia (Câmara de Aveiro)». Neste domínio, dirigindo-se ao Estado, defende o aumento das verbas que «realmente chegam aos clubes para a promoção do desporto e não serem retidas nos ineficientes organismos do estado como o IPDJ que tudo consomem».
Entretanto, o clube aguarda a «implementação das principais medidas anunciadas no programa eleitoral do novo executivo» (liderado por Luís Souto, do PSD) entre as quais destaca a requalificação de infraestruturas desportivas, como a zona da lota e o posto náutico, nova piscina municipal e pavilhão oficina», «criação de um balcão único para a realização de eventos desportivos», «programa integrado de apoio aos clubes, com financiamento para a formação de dirigentes e técnicos», que a colaboração nas Aveiríadas integre a Regata da Descida da Ria, «conferindo-lhe a chancela de internacional», o «Programa de Valorização do Dirigente Associativo, que reconhece e dignifica o papel dos voluntários na vida das instituições» e que «as novas medidas na mobilidade possam melhorar o acesso dos atletas aos espaços de treino gratuitamente»-
Lamenta que em 2025, «pouco se acrescentou» na «construção de um posto náutico para o Clube dos Galitos e com a requalificação da área da antiga lota». Agora é a «fase de projetos, análises técnicas e processos de aprovação. Esperamos que a nova liderança da autarquia saiba preservar o dinamismo criado e mantenha este dossiê como uma prioridade estratégica para a cidade».
Sem dívidas a fornecedores, o presidente dos Galitos diz que o Estado «continua a ver os clubes como uma fonte de receita, aplicando IVA sobre o material desportivo de alta competição e não cedendo um cêntimo nas isenções pedidas, uma visão fiscal que ignora a verdadeira função dos clubes: educar, formar e servir a comunidade». Nesse sentido, defende a criação de um «regime fiscal diferenciado que reconheça o desporto como investimento social e não como negócio», a consignação do IRS individual para «permitir que seja consignado parte do IRS a todas as associações de utilidade pública mesmo as desportivas» e a isenção de IA na compra de veículos novos.
Sobre as construção de instalações «por todo o país, não tem valorizado os clubes locais. Pelo contrário, tem canibalizado os mais pequenos em benefício dos chamados ‘3 grandes’ e dos grandes de cada região. Esta sangria fragiliza o associativismo e empobrece o desporto nacional. É urgente criar normas que protejam os clubes menos mediatizados, porque sem eles não há base, não há identidade e não há futuro para o desporto».
Fazendo uma «apreciação global» do Estado, «continua a faltar inovação e coragem política para promover verdadeiramente o desporto, persistem o imobilismo legislativo e a visão curta que não reconhece o desporto como parte essencial da promoção da saúde», lamentando que as associações e clubes sejam vistos como «meros contribuintes, tratados como empresas comerciais que não são, recebendo apoios pontuais e insuficientes».
Na mensagem defende a «valorização dos dirigentes associativos» através da criação de um estatuto «diferenciado para estes dirigentes»
A mensagem apresenta um resumo da prestação desportiva:
Campeões nacionais – 48 na natação e remo
Recordes nacionais – 21 na natação
Campeões Europeus Universitários – 5 no remo
Títulos regionais ou distritais por equipas – 4 no basquetebol, xadrez e natação
Recordes regionais – 109 na natação

