A fiscalização das zonas de estacionamento pago (onde existem parcómetros) vai passar a ser feita, prioritariamente, por fiscais da MoveAveiro, ainda este ano, noticia o JN.
«Presentemente, a fiscalização é feita pela Polícia Municipal e pela Polícia de Segurança Pública, que poderão, no entanto, continuar a actuar. De acordo com o administrador da empresa municipal, Miguel Caeiro, não se trata de retirar competências à Polícia Municipal nem o espírito do novo modelo é o da “caça à multa”.
A ideia “é racionalizar o estacionamento, contribuindo, ao mesmo tempo, para uma maior fluidez do trânsito e para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, refere o gestor da MoveAveiro, que não escamoteia que o objectivo de rentabilizar os parcómetros, através de um aumento das receitas, também está presente.
No ano passado, os 69 parcómetros existentes no perímetro urbano (a que correspondem 881 lugares de estacionamento), geraram uma receita média da ordem dos 22 600 euros por mês. Muito longe dos 100 mil euros previstos no estudo de viabilidade económica da MoveAveiro.
A introdução do novo modelo de fiscalização vai obrigar à formação de quatro fiscais e à adaptação dos parcómetros. As máquinas actuais serão dotadas de um “software” capaz de sinalizar os carros que se encontram em situação de infracção e transmitir a informação aos agentes. E será acompanhada de uma atitude “mais pedagógica” por parte da fiscalização.
“Até à segunda ou terceira infracção, ainda não está definido, não haverá multas. O infractor será facturado pelo valor correspondente a duas horas, que poderá pagar, por Multibanco, por carta ou na sede da empresa, para já, e no futuro através da Via Verde e do telemóvel. Porém, as infracções ficam registadas numa base de dados, pelo que, à terceira ou quarta vez (conforme o que vier a ser decidido) o infractor será multado (30 euros), podendo o carro, em certas circunstâncias, ser imobilizado ou rebocado, com todos os encargos que isso acarreta para o proprietário.
Miguel Caeiro insiste que a MoveAveiro “não tem interesse em que as pessoas sejam multadas, mas que paguem o estacionamento”. E sugere aos automobilistas que façam contas. Vale a pena “os 30 euros de uma multa dão para cem estacionamentos de meia hora”.
Os quatro fiscais, a recrutar entre os actuais “revisores” dos autocarros, vão receber formação, certificada pela Direcção-Geral de Viação, em breve. E o “upgrade”, que tornará os parcómetros “mais inteligentes” está a ser negociado. Depois de identificar os automóveis em situação de infracção (porque não têm título de estacionamento ou não ostentam título válido), a máquina transmite a informação para uma base de dados e esta reencaminha-os para o fiscal, que anda na rua com um computador portátil, dando-lhe a localização exacta do infractor.
Mais parcómetros
Actualmente, a cidade de Aveiro tem 881 lugares de estacionamento pago, no centro da cidade, que são controlados por 69 máquinas (parcómetros) colectivas. Mas, as intenções da autarquia e da MoveAveiro passam pelo alargamento do regime de parqueamento pago a outras zonas, a curto prazo nas traseiras da nova estação de caminhos-de-ferro (estão a decorrer contactos com a REFER), na zona envolvente do Mercado Manuel Firmino e em frente da Loja do Cidadão, na Forca.
Táxis fluviais reformulados Os táxis fluviais, um projecto da Câmara anterior, presidida por Alberto Souto (PS), cujos primeiros exemplares chegaram a ser apresentados e realizaram algumas viagens experimentais, nos canais urbanos da ria, estão a ser reformulados. De acordo com o administrador da empresa municipal de mobilidade, chegou-se à conclusão que os motores, de cerca de um cavalo de potência, eram fracos, podendo pôr em causa a segurança dos passageiros. Os barcos estão a ser repensados, em colaboração com a universidade, “sem descaracterizar o projecto”.
Central de transportesO Centro Coordenador de Transportes, construído há mais de uma década, nas traseiras da estação, perto da garagem dos autocarros da MoveAveiro, vai ser, finalmente, activado. “A maior dificuldade é encontrar alternativas, em matéria de instalações, para o Banco Alimentar Contra a Fome”, admite Miguel Caeiro.
A ideia é retirar os autocarros do centro da cidade e concentrá-los num único sítio. “Os operadores estão de acordo e , agora, com a nova estação, faz todo o sentido apostarmos na intermodalidade”.» (JN)

