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Encontros debatem dança tabu

A «Dança dos Mancos» uma expressão antiga durante os festejos em honra do padroeiro do bairro da Beira Mar, em Aveiro tem sido mantida como uma prática tabu, mas o assunto será desenvolvido nos “Encontros de São Gonçalinho”, este sábado, 25 de Novembro de 2006, às 14:30h no Edifício da antiga Capitania.

A dança tem características que não é da aprovação geral. Basicamente, a dança é ritmada sempre pelo mesmo tema, monocórdica, com figuras como se fossem deficientes motores e mentais, protagonizada por homens que se transfiguram durante a cena.

A organização dos Encontros é dos Mordomos de São Gonçalinho apoiada pela Câmara de Aveiro, e têm como objectivos «promover a acção dos agentes culturais de Aveiro; fomentar a participação da comunidade local nas iniciativas culturais; dar a conhecer perspectivas complementares das festividades de São Gonçalinho e incentivar a troca de experiências».

A abertura do encontro começa precisamente com este tema, a «Dança dos Mancos», pelo Grupo Etnográfico Cénico das Barrocas, um assunto com discussão moderada pelo vereador, Capão Filipe e o Juiz da Festa, João Pacheco

São vários os temas em debate como S. Gonçalinho como «Festa popular», «Estórias com passado e futuro», «São Gonçalinho da minha devoção: Vivências», «Olhares sobre a festa de São Gonçalinho» e «Contextos: interpretações e experiências (o futuro das festas populares».

A organização chama «os fazedores de opinião» ao encontro, bem como dos «observadores e investigadores dos fenómenos da cultura popular».

Um encontro que a organização espera que seja «um hino à devoção a São Gonçalinho que representa uma das formas de culto popular mais fervoroso de Aveiro. Das suas qualidades como santo protector das gentes da Beira Mar, a quem se recorre nos momentos de aflição e a quem se agradecem as benesses e benfeitorias alcançadas e prometidas; passando pela singularidade das manifestações religiosas vivenciadas durante os festejos, até aos grupos que se desenvolvem no seu entorno (mordomos e Confraria), todos eles reflectem e completam a imagem de um todo orgânico e bem vivo. No seu conjunto procuram fazer perpetuar tradições mantendo-as atractivas numa sociedade contemporânea que se pauta por outros princípios e motivações».

Programa

Dança dos Mancos – Grupo Etnográfico Cénico das Barrocas.
Moderadores – Vereador da Câmara Municipal de Aveiro – Luís Miguel Capão Filipe e Juiz da Festa – João Pacheco

I – Estórias com passado e futuro
– São Gonçalinho, perspectivas de uma festa popular – Daniel Tércio Guimarães (Universidade de Técnica de Lisboa).

II – São Gonçalinho da minha devoção: Vivências
– A devoção popular – Pedro Naia Sardo (Marnoto);
– S. Gonçalinho – Cagaréu – Gaspar Albino;
– Mordomos: por dentro da festa – Mordomo da festa – João Pacheco;
– O culto de S. Gonçalinho – Padre Rocha.

III – Olhares sobre a festa de São Gonçalinho

– Fotografar a festa – Jorge Pandeirada (Fotógrafo);
– A relevância das festas populares no universo da comunicação social actual – José Carlos Maximino (Jornalista do Jornal de Notícias).
IV – Contextos: interpretações e experiências (o futuro das festas populares)

– Exemplos partilhados – Alberto Rego e Joaquim R. Ribeiro (Comissão de Festas de Nossa Senhora d’ Agonia, Viana do Castelo, cidade irmã de Aveiro).

Encerramento com quadras populares – Grupo Poético de Aveiro.

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