O Conselho de Administração da empresa municipal Estádio Municipal de Aveiro (EMA) aprecia e vota esta terça-feira as contas relativas a 2005, disse o presidente, o vereador Jorge Greno, na reunião da Assembleia Municipal desta segunda-feira.
A questão foi colocada pelo socialista Raul Martins que na documentação distribuída para a sessão da Assembleia disse que «não foi fornecido qualquer informação sobre a EMA». O socialista lamentou que a empresa seja «um saco de dívidas».
Na resposta, Jorge Greno, presidente do Conselho de Administração esclareceu que as contas serão analisadas e aprovadas esta terça-feira com prejuízos que atingem os 4 milhões de euros.
O vereador apontou como uma das origens da dívida não apenas os cerca de 1 milhões de euros ao Beira Mar como também a falta de pagamento ao consórcio que construiu o estádio. Jorge Greno não se pronunciou sobre uma proposta de Raul Martins que passaria pela extinção da EMA.
O futuro da gestão do estádio, actualmente a cargo da EMA , não deverá passar por uma «solução mista» entre a Câmara e o Beira-Mar, segundo o socialista para quem é uma «solução parar atirar areia para os olhos, manter tachos e adiar a solução do problema».
O vereador admite haver «graves problemas» na EMA, uma situação que se mantém desde «há um ano». A mudança da administração e o facto do Beira-Mar descer de divisão, foram factores que contribuíram para que a situação se mantivesse, segundo disse.
Entretanto, a EMA decidiu fechar um dos restaurantes, encontrando-se apenas um a funcionar. «Não se justificava duas salas abertas», disse o Jorge Greno.
Enquanto isso, a EMA conseguiu rentabilizar duas salas do estádio arrendando dois espaços, um à Associação de Basquetebol de Aveiro e outro ao novo clube de karaté.
Raul Martins ainda disse que na EMA «os administradores quase não se falam» mas Jorge Greno desmentiu que assim fosse. O socialista voltou a dizer que o vereador pelo seu passado como dirigente do Beira-Mar não deveria liderar as negociações da dívida da Câmara ao Beira Mar. «Não pode eticamente», disse o socialista, mas Jorge Greno desvalorizou o facto e disse que estava na negociação para defender apenas «os interesses da Câmara e da EMA».
Quanto à possibilidade da Câmara saldar a dívida ao Beira-Mar pagando em espécie, designadamente, com terrenos, Raul Martins discorda desta solução e pergunta: «e os outros credores da Câmara?». O vereador apenas respondeu que qualquer decisão para o desfecho da negociação seria comunicada à Câmara e à Assembleia.

