O presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, não reprovou, esta sexta-feira à noite, a intervenção do presidente da concelhia do PSD, Rocha de Almeida, que revelou a existência de negociações no sentido da privatização da empresa municipal Moveaveiro, através da alienação de 60 por cento do capital.
No dia em que a revelou as negociações em curso, em entrevista publicada no Diário de Aveiro, a oposição à maioria PSD/CDS-PP que governa Câmara criticou a intervenção exterior, a partir da revelação feita pelo líder partidário quando o Executivo nunca disse o que Rocha de Almeida precisou, em termos da percentagem do capital a alienar, ou sobre a existência de negociações.
Sem referir o nome de Rocha Almeida, (apenas dizendo que a pessoa em causa «desempenha funções políticas»), que se referiu às negociações em entrevista publicada no Diário de Aveiro, Élio Maia disse que tem «direito a participar e liberdade de dar opinião». Quanto ao Executivo, «gosta de ouvir e dialogar».
De resto, o chefe do Executivo disse que as decisões são tomadas e deliberadas pelo Executivo.
Rocha de Almeida diz que falou apenas de uma «alegada privatização» mas para Raul Martins «o mal é o secretismo, sempre fez as negociações pela calada».
António Regala, do PCP, considerou «estranho que não tenha sido um elemento do Executivo» a falar da alienação de capital da Moveaveiro a privados e Jorge Afonso do Bloco de Esquerda disse que a intervenção de Rocha de Almeida a «não pode passar em branco».

