InícioAveiroElevada adesão ao congresso surpreende organização

Elevada adesão ao congresso surpreende organização

A organização do 1º Congresso Regional de Turismo, nos dias 14 e 15, em Aveiro, teve de mudar o local para o encontro dado o número inesperado de inscrições que atingia ontem os 200 participantes, noticia o Diário de Aveiro.

«Inicialmente marcado para o auditório pequeno do Centro Cultural e de Congressos, onde poderia receber até 120 presenças, o número máximo que estava previsto, a Região de Turismo da Rota da Luz teve de mudar o congresso para o Parque de Exposições de Aveiro.

«Esperávamos que houvesse uma adesão forte mas não que tivesse esta dimensão», disse ontem ao Diário de Aveiro o presidente da Rota da Luz, Pedro Silva. O dirigente encontra uma provável justificação para o aumento o facto de se tratar do «primeiro congresso regional em Portugal e de existirem poucos fóruns, locais para exprimir opinião e tudo isto levanta expectativas grandes». Ao contrário dos congressos nacionais, um encontro regional «especifica os problemas e as soluções que irão encontrar». De resto, acrescenta que o congresso de Aveiro «pode ser uma aprendizagem para outras regiões».

Em termos da organização do encontro de dois dias não haverá outra alteração, além da instalação de um video-hall no espaço junto ao auditório para um melhor acompanhamento dos trabalhos e da adaptação dos trabalhos ao número maior de participantes.

Dada a dimensão inesperada do interesse demonstrado, Pedro Silva diz que o congresso «já é uma aposta ganha», levando-o a antecipar que a organização poderá ser anual quando se perspectiva que tivesse uma realização bianual. O congresso acaba por lançar um novo palco e abrir um novo caminho para a discussão regional do sector. Daí a questão de Pedro Silva: «Quem sabe estamos a criar um modelo original…».

São duas as valências principais, a apresentação das comunicações e uma componente que Pedro Silva considera «muito importante», que se encontra em redor daquele espaço, como são os encontros dos técnicos, especialistas e profissionais em geral ligados ao turismo. O líder da Rota da Luz espera que este espaço seja aproveitado para que haja o que designa por «complementaridade entre operadores», ou seja, desenvolver as potencialidades que existem na relação entre os operadores, desencadeando processos que se traduzem por adicionar e articular ofertas no mercado. Pedro Silva chama a atenção para as vantagens que podem ser conseguidas nas relações entre hotéis, viagens ou produtores de eventos, por exemplo.

No último Verão, dois dos novos produtos apresentados pela Rota da Luz na região tiveram uma expressão relevante, designadamente o «city tour», um autocarro panorâmico pela cidade, e um «vai-vem» turístico para percursos temáticos pela região. Aqui também funciona o princípio da «complementaridade entre operadores», sendo este com o objectivo de fixar turistas mais tempo na região.

Entre as duas centenas de inscrições destacam-se os públicos constituídos por operadores turísticos, técnicos de câmaras municipais, políticos, e de participantes provenientes de estabelecimentos de ensino, não só na área de abrangência da Rota da Luz mas além das suas fronteiras.

São temas do congresso «As Regiões de Turismo e Agências de Promoção Regional: para que servem?», «Os Territórios de Turismo: a escala adequada», «A Hotelaria e Restauração: as realidades do sector», «Os Investimentos em Turismo», «Operadores: como intervir cirurgicamente no sector», «A Qualidade e Formação em Turismo», «Os Mercados e Estratégias» e «Novas Tecnologias e Turismo». (Diário de Aveiro

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