Dois meios aéreos, 306 bombeiros e 75 veículos são os dispositivos integrados de combate a incêndios florestais no distrito de Aveiro na fase mais crítica, de Julho a Setembro, anunciou o ministro da Administração Interna, António Costa, na noite de sábado, noticia o Diário de Aveiro.
«O governante garantiu que a capacidade de transporte de água dos meios aéreos disponíveis para combate aos fogos florestais em 2006 será 43 por cento superior à do último ano.
«Não vamos dispor de mais meios aéreos, mas haverá um aumento de 43 por cento da capacidade de transporte de água», sublinhou António Costa.
Segundo o ministro, uma das «novidades» em 2006 será precisamente o envio, de forma automática, de um helicóptero para o ataque aos incêndios nascentes, porque «é um erro preservar os meios aéreos para quando os fogos já estão descontrolados».
«Querer apagar com helicópteros um incêndio já em fase descontrolada é como querer apagar a lareira da nossa casa a conta-gotas, ou seja, é perfeitamente ineficaz», referiu.
Este ano, e na chamada Fase Bravo, que vai de Maio a Junho, o dispositivo nacional integrado de combate a fogos florestais disporá, em permanência, de 18 meios aéreos, um número que na Fase Charlie, de Julho a Setembro, subirá para 50.
António Costa disse que o Governo fez, ao longo dos últimos seis meses, «o trabalho de casa» para dotar o país de um novo quadro legal que lhe confira uma maior eficácia no combate aos incêndios, referindo, como exemplos, a Nova Lei de Bases da Protecção Civil, o Sistema Integrado de Protecção e Socorro e a alteração do Sistema Nacional da Defesa da Floresta contra Incêndios.
Sublinhou também a necessidade de «racionalizar» a intervenção dos meios humanos, definindo tarefas e missões, e a atribuição de equipamentos de protecção individual, como botas, luvas, capacetes e fatos, a todos quantos participam «no teatro das operações».
Assinalou que a maior parte dos incêndios florestais resulta de negligência humana e, por isso, apelou à participação «de todos» na prevenção, evitando comportamentos de risco, pondo especial ênfase no lançamento de foguetes.
«É um apelo impopular, mas essencial: que este ano não haja foguetes que ameacem as nossas florestas, para que a alegria das festas e festividades não se transforme em grande tristeza», disse António Costa.
Na Fase Bravo, o dispositivo nacional contará, em permanência, com 1.780 bombeiros e 413 veículos, além de vários outros elementos da GNR, do Instituto para a Conservação da Natureza e de equipas de sapadores.
Na Fase Charlie, o número de bombeiros subirá para 5.100 e o de veículos para 1.188. (Diário de Aveiro)

