Vão ser criadas 31 novas Unidades Locais de Saúde (ULS), que se vão juntar às oito já existentes e cada uma vai gerir os hospitais e centros de saúde da zona, no âmbito da reforma do Serviço Nacional de Saúde, anunciou esta quarta-feira o Governo.
Das 31 novas ULS, que se vão juntar às oito já existentes, fazem parte a Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, que inclui o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga e os Agrupamentos de Centros de Saúde de Entre Douro e Vouga (Feira e Arouca) e Aveiro Norte. A ULS da Região de Aveiro, inclui o Centro Hospitalar do Baixo Vouga, o Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar e o Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga.
Mealhada faz parte da ULS Coimbra e Espinho da ULS de Vila Nova de Gaia/Espinho. As novas Unidades «deverão entrar em funcionamento a partir de 1 de Janeiro de 2024».
Quanto ao financiamento de cada USL «será definido “per capita” e pela “estratificação pelo risco”, que é como quem diz consoante o número de utentes de cada ULS e as suas características – ou seja, quantos dos utentes são saudáveis, doentes crónicos ou casos complexos –, tornando assim mais eficiente a gestão dos recursos financeiros».
Os que não quiserem ser acompanhados na ULS que lhes foi atribuída,
continuar a «poder escolher onde quer ser tratado. A filosofia é: o dinheiro segue o utente. Nesse caso, o respetivo valor será transferido da ULS que lhe foi atribuída para a ULS onde deseja ser acompanhado».
Os trabalhadores dos centros hospitalares e centros de saúde, «independentemente da classe profissional ou do regime de contrato de trabalho, transitam automaticamente para as respetivas ULS».
No caso de trabalhadores que desempenhem funções em centros de saúde ou hospitais que, com a reorganização, venham a pertencer a diferentes ULS, «sempre que o trabalhador queira, deve facilitar-se a mudança para a localidade do Centro de Saúde onde exercem funções».

