Enquanto subsistem dúvidas quanto à continuação da PJ em Aveiro, gera-se um mal-estar entre os profissionais e os deputados de Aveiro do PSD preparam uma interpelação ao Governo, noticia o Diário de Aveiro.
«Apesar de várias declarações revelarem alguma esperança no sentido de manter em funcionamento o departamento de Aveiro da PJ, são mais as notícias que apontam para a possibilidade do fecho e nem uma que dê uma garantia absoluta da continuação daquela delegação da Judiciária em Aveiro, o que tem provocado um sentimento de desânimo entre os profissionais da Judiciária instalada na cidade desde 1986.
A área territorial e de acção do Departamento de Aveiro abrange as comarcas de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Ílhavo, Mealhada, Mira, Oliveira do Bairro, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Sever do Vouga, Vagos e Vouzela.
Em recente discussão no Executivo camarário de Aveiro, enquanto os vereadores acertavam o conteúdo de um ofício a enviar a António Costa, na qual manifestam a «importância da presença da PJ», Rocha Andrade, da oposição socialista, alertava para os risco da extinção daquele departamento, alertando para o perigo do aumento da criminalidade na região, cuja dimensão atingida na década de 80 foi travada a partir da abertura das instalações daquela Polícia.
As dúvidas quanto ao departamento de Aveiro têm mantido algum suspense entre os profissionais do Departamento da Polícia Judiciária. Embora o director-geral da PJ, Alípio Ribeiro, tenha dito recentemente ao JN, quando reuniram em Aveiro várias chefias da Judiciária, assinalando o vigésimo aniversário desde a entrada em funcionamento, afirmando que «não há nada neste momento e tudo o que se possa dizer é mera especulação», desmentido assim o fecho, o ambiente não é de absoluta confiança. Pelo departamento trespassa algum «desânimo» dadas as notícias que não são desmentidas de forma peremptória.
Entretanto, os deputados da oposição social-democrata na Assembleia da República, têm assistido ao noticiário que alerta para a possibilidade do fecho, a «estudos e fugas de informação», disse o coordenador dos deputados do PSD de Aveiro, Luís Montenegro. O deputado não acredita que o fecho de departamentos seja uma medida que aumente a eficácia da PJ e se for por razões «economicista, não é um bom caminho», além de considerar que «tem efeitos negativos na opinião pública».
O coordenador dos deputados disse também ao Diário de Aveiro que prepara uma interpelação ao Governo. Através de um requerimento irá questionar o Governo para «comprovar o fundamento das notícias, saber as intenções do Governo e os critérios em causa».
Além de Aveiro, o PRACE, segundo o Público, aponta para o fecho das instalações de Portimão, Setúbal, Leiria, Guarda e Braga. No caso de Aveiro, segundo a proposta, será integrada na directoria de Coimbra, passando a denominar-se por unidade territorial do Centro.»

