O deputado do PS Armando França, ex-presidente da Câmara de Ovar, escreveu ao ministro da Saúde, Correia de Campos a defender a manutenção das urgências do Hospital Francisco Zagalo de Ovar
Ovar tem uma urgência a menos de 30 minutos, no Hospital da Feira mas para França este dado não justifica o encerramento. «Verifica-se que o Hospital de Ovar é o que fica sensivelmente equidistante dos hospitais de Gaia e de Aveiro e, muito importante, entre Gaia e Aveiro e da A1 para Poente até ao mar não haverá nenhuma urgência», diz na carta.
O risco industrial o «potencial de risco» da A1, A29, EN109 o caminho-de-ferro e o facto de se encontrar em Ovar «iuma das maiores bases aéreas militares do país e plenamente operacional» são dados que para Armando França justificam a continuação das urgências de Oar na rede nacional.
Há ainda uma «grande intensidade e mobilidade no dia-a-dia, e muito intensamente não só no Verão mas também nos fins de semana, justamente por mor da grande capacidade de atracção das praias e dos espaços de floresta, da Ria e de lazer que o território do concelho possui».
Um critério que cumpre para continua aberto o serviço são o número de atendimento diários nas urgências, superior a 150/dia. Comparando com outras, Armando França diz que «das cinco urgências que são propostas fechar no Distrito de Aveiro (Ovar, Espinho, S. J Madeira, Estarreja e Anadia), a de Ovar é a única que preenche este critério, sendo certo que Arouca e Águeda, não preenchendo este critério, vão continuar com urgência».

