A crise nas empresas de Aveiro voltou a marcar esta semana, particularmente na Bawo, de Estarreja, Philips e Rhode, na Feira.
Na Bawo,os trabalhadores esperavam que fosse dado um passo, num encontro com a Inspecção do Trabalho, mas a administração da empresa da multinacional alemã de calçado faltou à reunião desta quinta-feira.
Continua assim indefinido o futuro de 80 trabalhadores com a fábrica suspensa e sem saberem, em caso de despedimento, as condições das respectivas indemnizações.
Contudo, novo encontro está marcado para 5 de Março.
Em Ovar, o protesto foi dos trabalhadores da Philips que desfilaram até à Câmara Municipal contra os despedimentos.
Além do presidente da autarquia, o Governo Civil de Aveiro irá receber um documento que expressa as preocupações na empresa, além de pedidos de audiência ao Governo e presidente da República.
Na fábrica de calçado Rhode, na Feira, os trabalhadores receberam a visita o Secretário de Estado do Trabalho, Pais Antunes, a poucos dias de 744 entrarem em regime de lay-off. Estes trabalhadores passam a receber o salário mínimo e suspendem a actividade.
Neste caso, o despedimento não é certo mas é uma ameaça.
Perante este quadro, o Secretário de Estado do Trabalho, Pais Antunes, disse que o Governo pretende punir as empresas que estiverem contra a lei, nestes processos de encerramento e de despedimentos.

