A celebrar o seu 17º aniversário, a AVELA promove um conjunto de iniciativas e o destaque é a vinda a Aveiro da caravela Vera Cruz, que fica até final de Novembro na cidade, noticia o Diário de Aveiro.
«A caravela Vera Cruz vai chegar a Aveiro no próximo sábado, ficando atracada na antiga lota até ao final de Novembro.
A embarcação ruma a Aveiro no âmbito do 17º aniversário da Associação Aveirense de Vela de Cruzeiro (AVELA).
A caravela poderá ser gratuitamente visitada por alunos de escolas do distrito e outros interessados em conhecer o navio, que aos fins-de-semana fará saídas de mar com populares a bordo, revelou Paulo Reis, presidente da AVELA.
«A visita da Vera Cruz a Aveiro reveste-se de todo o interesse histórico e pedagógico», realçou o responsável, frisando tratar-se de um «acontecimento ímpar» na cidade.
A embarcação, uma réplica fiel da caravela oceânica portuguesa do século XV, é um projecto do Contra-Almirante Rogério de Oliveira, tendo sido construída no estaleiro de Samuel & Filhos, em Vila do Conde. Propriedade da Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA), com sede em Lisboa, foi lançada à água em 2000.
Segundo Paulo Reis, a presença do barco em Aveiro será ainda aproveitada para uma operação de reparação de uma verga nos estaleiros da Riamarine.
A Vera Cruz é a terceira réplica que a APORVELA encomendou. Em 1987/88, a associação, com o apoio das Comunidades Portuguesas da África do Sul, realizou o projecto da caravela Bartolomeu Dias para comemorar o quinto centenário da passagem do Cabo da Boa Esperança (1488). Esta caravela está actualmente em exposição no Museu dos Descobrimentos, em Mossel Bay, África do Sul.
A caravela Boa Esperança é a segunda réplica mandada construir pela APORVELA. Lançada à água em Vila do Conde em Abril de 1990, a Boa Esperança é uma cópia tão aproximada quanto possível de um caravelão ou caravela quinhentista de dois mastros. Foi construída por especialistas de construção naval em madeira, de acordo com o que se sabe das regras de construção naval daquele tempo, mas tendo em atenção os modernos requisitos de segurança e conforto. Foram usadas diversas madeiras como o pinheiro bravo no forro, borda falsa, sobrequilha e mastros, o carvalho e sobro nas balizas, cambola no convés e tombadilho e eucalipto nas vergas.
Destina-se ao treino de mar e vela, à participação em provas e eventos náuticos e à investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas. Realizou a viagem inaugural no Verão de 1990 para participar nas comemorações em Bruges da criação, no século XV, da primeira feitoria comercial portuguesa da Europa. Actualmente foi cedida à Região de Turismo do Algarve e encontra-se em Lagos.» (Diário de Aveiro)

