O candidato do PS à Câmara de Aveiro nas próximas eleições autárquicas, Alberto Souto, fez este domingo uma declaração de interesses, que acompanha «Dez propostas» que publicou nas redes sociais, precisamente sobre «Turismo: Náutico e de Natureza».
«Declaração de interesses: a minha família é proprietária de marinhas e de empresas que exploram o turismo náutico. Como sempre, saberei distinguir escrupulosamente o interesse público dos interesse privados e cumprirei escrupulosamente a lei», escreve depois de apresentar cerca de “40 Propostas”.
Para a Ria ser gerida diretamente a partir de Aveiro e não de Coimbra: «por entidades que estão distantes e não acrescentam valor, apenas tempo perdido», o candidato propõe um “Gabinete de Gestão Autónoma da Ria de Aveiro que tenha igualmente responsabilidades no Ordenamento», sendo que «as leis ambientais do país são as mesmas e devem ser cumpridas por todos».
Começa por escrever que «sem falsas modéstias, não haveria turismo se não tivéssemos recuperado os muros dos canais, construído novas eclusas e despoluído e retirado os esgotos que para ali drenavam», seguindo-se as propostas.
«Pequenas unidades de hotelaria» no salgado e substituir as «construções descaracterizadas e clandestinas» da Ria
O candidato defende a criação de uma linha de apoio «à substituição das construções descaracterizadas e clandestinas por modelos arquitetónicos padronizados que respeitem a arquitetura tradicional (palheiros, abrigos e armazéns de sal) impositivos, por forma a respeitar a nossa identidade e apoiar os proprietários das pré-existências a fazerem a transição». Propõe ainda um «programa de apoio municipal para que (as marinhas de sal) não se extingam de vez», que inclua «acessos ordenados; um curso de formação de marnotos e de salicultura; uma cooperativa entre os produtores; a marca “Sal de Aveiro” e «certificá-lo como produto regional»; e «instituir os “Embaixadores do Sal de Aveiro”: chefs de cozinha com estrelas Michelin usam Sal de Aveiro e Salicórnia»;
Para preservar «antigas marinhas de sal, ilhéus e ilhotes», devido à subida das águas (aqui justifica com as «alterações climáticas», não se referindo às operações do Porto de Aveiro) e o abandono», propõe «o turismo de natureza em estruturas de madeira, em palafitas ou não – nomeadamente para pequenas unidades de hotelaria».
Entre outras, as propostas incluem um novo canal desde S. Roque à capela das Barrocas; um ancoradouro, avançar para o interior do concelho, novos parques de lazer lagunares, percursos a pé e passadiços.

