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Câmara vai propor aumento de capital

Na próxima Assembleia Geral do Aveiro Basket, a Câmara vai propor o aumento de capital da SAD. Mas a decisão política de garantir a dissolução da sociedade está tomada, noticia o Diário de Aveiro.

«A Câmara Municipal de Aveiro deliberou ontem propor o aumento de capital da sociedade anónima desportiva (SAD) do Aveiro Basket dos actuais 300 mil euros para 1,125 milhões de euros. A proposta será apresentada na próxima Assembleia Geral do Aveiro Basket, ainda sem data marcada.

No final do último exercício, a SAD apresentou capitais próprios negativos na ordem dos 850 mil euros, daí a proposta – que partiu da autarquia, por ser o accionista de referência – de aumentar o capital social para os 1,125 milhões de euros.

Segundo esta proposta, a Câmara entraria com 330 mil euros, cabendo ao Galitos, Esgueira e Beira-Mar participar com 123,750 mil euros cada. Seria ainda aberta uma subscrição pública com o mesmo valor.

É seguro que esta proposta não será aceite por nenhum dos accionistas da SAD. A própria Câmara já manifestou publicamente interesse na dissolução da sociedade.

No caso de a proposta de aumento de capital não ser aceite pelos restantes accionistas, será sugerida a dissolução da SAD. Fonte camarária referiu ontem ao Diário de Aveiro que a decisão política acerca do futuro do Aveiro Basket está tomada, passando pela extinção da sociedade. Resta agora desencadear os procedimentos legais com vista a obter esse desenlace, confirmou a mesma fonte.

O município é a entidade que detém a maioria das acções do Aveiro Basket (40 por cento), ao passo que Galitos, Esgueira e Beira-Mar possuem 15 por cento cada. Os restantes 15 por cento estão dispersos por um grupo de pequenos accionistas.

Novos concursosTambém ontem foi aprovado o lançamento dos concursos públicos para a exploração do restaurante e do bar que irão funcionar no mercado municipal Manuel Firmino. É a segunda vez que a autarquia avança com estes procedimentos – como o Diário de Aveiro noticiou em Setembro, os primeiros concursos públicos resultaram nulos, dado que nenhum investidor se interessou pela exploração do restaurante e os dois concorrentes que se apresentaram para assegurar a gestão do bar não entregaram todos os documentos necessários.

Em Setembro foi aberto, por outro lado, o concurso público para a concessão dos locais de venda do mercado. O concurso – cujo júri é presidido pelo vereador Carlos Santos, que tutela o pelouro dos mercados e feiras – tem por finalidade atribuir a concessão de exploração de três lojas, 28 quiosques, 12 espaços de florista e 68 bancas.

A reabertura do mercado deverá ocorrer até ao final do ano. A construção do novo equipamento arrastou-se ao longo de quase três anos, obrigando a um investimento avaliado em cerca de cinco milhões de euros. A obra foi realizada no âmbito do programa Polis.

As primeiras lojas do novo mercado Manuel Firmino foram entregues aos comerciantes em Julho passado.» (Diário de Aveiro)

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