Para o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, a autarquia não tem de por a mão para que as associações não morram e a atitude adequa-se também à associação cultural Mercado Negro, que recentemente encerrou em Aveiro, as instalações na Rua João Mendonça para a abertura de um novo espaço de alojamento turístico.
Questionado sobre o fecho de espaços onde se realizam eventos culturais, Ribau Esteves disse que as associações «nascem, crescem e morrem», lembrando as congregações dominicanas. A ideia que a Câmara «tem de por a mão para que as associações não morram, é o comunismo».
De resto, afirmou que «a cultura continua a fazer-se e as “discussatas” não servem para nada» e dizer que a Câmara é a culpada do fecho do Mercado Negro «é um disparate». A Câmara quer ser um «motor de desenvolvimento».
O autarca respondia, durante a última reunião da Assembleia Municipal, a Sara Tavares, do PS que valorizou o funcionamento de espaços com o o Mercado Negro e deu outros exemplos como o GrETUA, o CETA, o Estaleiro e o Café Amizade, «sítios onde se faz cultura». E acrescentou que «o núcleo artístico de Aveiro precisa de apoio e a Câmara deveria criar condições» Também se referiu ao assunto a bancada do BE, como Marta Dutra que apontou para o «fecho de espaços culturais» e Rui Faria que disse estar em causa o «desenvolvimento cultural», criticando a «destruição do Mercado Negro para criar hostels». Os hostels serão para alojar turistas mas «estamos a ficar com pouco para lhes mostrar».

