A Câmara de Estarreja está contra o pagamento de portagens na A-29, segundo proposta apresentada pelo presidente, do PSD, José Eduardo de Matos.
«Analisados os estudos e os critérios, colocam-se em causa a objectividade, a igualdade e o rigor da escolha», a proposta de José Eduardo Matos refere que o «PIB das quatro NUTE III atravessadas pela SCUT Costa de Prata diminuiu de 98,1% em 2001 para 96,3% em 2003, na NUTE do Baixo Vouga, todos os Municípios, à excepção do de Aveiro, têm poder de compra inferior a 90% da média nacional.
A proposta lembra que «consta do Programa de Governo que: “Quanto às SCUTs, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação, quer no que se refere aos indicadores de desenvolvimento sócio-económico das regiões em causa, quer no que diz respeito às alternativas de oferta ao sistema rodoviário”».
A posição do autarca social-democrata é contrária à do presidente do PSD, Marques Mendes. Quando o Governo socialista anunciou o fim das SCUT na A-29 e A-17, o líder do partido disse que «há muito tempo que o PSD defende que as auto-estradas devem ter portagens e que os seus custos devem ser pagos pelos utilizadores».
Por outro lado, a EN 109, segundo a posição da Câmara de Estarreja, «não é alternativa» além de que se prevê a sua requalificação para via urbana e trânsito local, com posterior municipalização, dadas as suas características permanentes urbanas, com travessia de 5 Centros Cívicos».
Ainda sobre a EN 109, regista «enorme tráfego, elevada sinistralidade, com alguns pontos negros, elevada percentagem de viaturas pesadas, atravessamento do Centro Cívico de 5 localidades e demora excessiva no seu percurso, com picos diários», segundo a proposta aprovada.

