Dois inspetores do Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária foram atingidos, esta terça-feira de manhã, por disparos com arma de fogo, quando realizavam uma busca domiciliária, em Paredes, no âmbito de uma operação policial que incluiu a realização de 10 buscas domiciliárias em Aveiro, Arouca, Porto, Matosinhos, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Alijó e Paredes, no âmbito de uma investigação da «prática de atos sexuais com adolescentes, recurso à prostituição de menores, pornografia de menores e aliciamento de menores para fins sexuais».
Durante a busca em Paredes, cerca das 07:00, «perante a resistência do visado em facilitar a respetiva entrada, pela porta principal da moradia, um primeiro inspetor da PJ acabou por aceder ao interior da mesma por uma porta traseira. Nesse preciso momento, foi surpreendido pelo alvo principal da respetiva diligência, um homem com 43 anos, com o qual se envolveu física e violentamente», segundo a Judiciária.
O relato da PJ, «logo em seguida, e quando um segundo inspetor se desloca ao local, são surpreendidos pela aproximação do pai do visado, um homem de 77 anos, que empunhava uma pistola de calibre 6.35 mm, e que, de imediato, realizou dois disparos na direção de um dos inspetores, acabando por ser atingido superficialmente na zona da cabeça. Entretanto, o homem mais novo consegue alguma liberdade de movimentos e tenta apoderar-se da arma do seu pai, no sentido de usá-la. Nesse preciso momento, e já com um dos inspetores a dominar fisicamente o septuagenário, é efetuado um terceiro disparo, que o atinge superficialmente na zona do ombro».
Mas, «não obstante os ferimentos, os dois inspetores da PJ conseguem dominar fisicamente os seus agressores, que foram imediatamente detidos pelos crimes de coação e resistência a funcionário e homicídios na forma tentada».
Receberam «os primeiros socorros no próprio local, através de uma equipa do INEM, que aí foi chamada de urgência, e foram conduzidos ao Hospital de Penafiel, livres de perigo de vida». A PJ acrescenta que «não foram efetuados quaisquer disparos por parte dos inspetores desta Polícia, não obstante estarem na posse das suas respetivas armas de serviço, que empunharam de forma profissional e adequada».

