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Aveiro no alargamento de centros de computação

O Governo vai investir cinco milhões de euros nos próximos três anos em centros de Computação GRID em Lisboa, Porto e Coimbra, mas o objectivo é alargar a rede ao Minho e Aveiro, disse hoje em Braga, o Ministro da Ciência, noticia a Lusa.

«José Mariano Gago adiantou que a tecnologia GRID é considerada pelos especialistas como o passo tecnológico seguinte em relação à Internet: “É um sistema de partilha de capacidade de cálculo, à escala mundial, através da Internet, entre universidades e centros de investigação”, referiu.

O acrónimo GRID significa, em português, um sistema de “Partilha de recurso computacionais de elevado desempenho”.

O governante, que é também responsável pelas pastas da Tecnologia e Ensino Superior, falava na Universidade do Minho durante a abertura dos trabalhos da Jornada INGRID’06, uma acção destinada a “facilitar à comunidade científica e tecnológica a preparação de candidaturas ao concurso para financiamento de proje ctos de I&D em Computação GRID”.

O Ministro visitou também o Cluster Computacional SeARCH, o principal n ó da Universidade do Minho (UM), que tem mais de 120 processadores genéricos e foi adquirido com financiamento do Programa Nacional de Re-equipamento Científico lançado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Segundo o ministro, a Iniciativa Nacional GRID envolve “acções relativa s a infra-estruturas de computação, conectividade de alta velocidade em Portugal e com infra-estruturas internacionais, projectos de inovação e desenvolvimento” .

Engloba, ainda, “projectos de demonstração e aplicação com fortes ligaç ões internacionais, formação e avaliação internacional, assim como observação, a companhamento e disseminação de informação”.
A entidade responsável pela execução da Iniciativa Nacional GRID é a FCT, competindo à Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) funções de obser vação e acompanhamento.

Questionado pelos jornalistas sobre a funcionalidade prática do GRID, Mariano Gago explicou que, “se um cientista quer fazer um cálculo no computador, por exemplo, a previsão do tempo para o dia seguinte, depara-se com um cálculo muito pesado, que exige muito tempo, num sistema normal”.

“Para fazer esta operação de forma mais rápida e simples, o cientista verifica se outros computadores podem pôr-se em rede com ele e partilhar esse trabalho, para, em vez de demorar dez horas, o fazer em cinco minutos”, sublinhou.

Acrescentou que “antigamente, era preciso ter os computadores todos ao lado uns dos outros, mas o GRID inventou um sistema de ligação entre os computadores, que funcionam todos articulados, de forma que, quando se lança um trabalho num computador ele vá à procura dos outros computadores da rede e divide o trabalho com eles”.

Frisou que “o GRID foi inventado para resolver problemas científicos, p orque, sem a cooperação de computadores em rede, não havia capacidade de cálculo suficiente”.

“Isto traz benefícios às áreas que necessitam de grandes capacidades co mputacionais e tem vastas aplicações, por exemplo, à medicina, à meteorologia, à ciência e à economia”, disse.

A Jornada INGRID’06, que decorre no Campus de Gualtar, com a presença d e 200 investigadores realiza-se por iniciativa da FCT, conta com a colaboração d a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) e o apoio da Universidade do Minho (UM). Inclui também uma sessão de informação sobre o VII Programa Quadro da União Europeia.
Além do Ministro, participam nos trabalhos, o Coordenador do Comité Int ernacional de Acompanhamento da Iniciativa Nacional GRID, Prof. Wolfgang von Rüd en, e convidados de várias instituições científicas europeias, como por exemplo do CERN (Suíça)». (LUSA)

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